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Correio da Manhã

Cultura
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Cirque du Soleil dispensa 4 mil trabalhadores devido à pandemia de coronavírus

Sem espetáculos, 95% da companhia foi mandada para casa.
Duarte Faria 23 de Março de 2020 às 08:08
Cirque du Soleil
Cirque du Soleil FOTO: David Crosling/EPA

O cancelamento de espetáculos um pouco por todo o Planeta, devido à pandemia de coronavírus, levou ontem o Cirque du Soleil, a mais internacional companhia circense do Mundo, a dispensar 95% dos seus trabalhadores, ou seja, mais de 4 mil pessoas, entre eles alguns portugueses.

Uma vez que a empresa canadiana conta com colaboradores das mais diversas nacionalidades, e sem perspetiva de quando os espetáculos poderão voltar, centenas deles tentam agora regressar aos seus países de origem. Ainda assim, o Cirque du Soleil garante que está a fazer tudo para apoiar os seus trabalhadores e que vai trabalhar para "retomar tudo assim que a crise global for ultrapassada".

Atualmente, o Cirque du Soleil tinha 44 espetáculos em andamento. "Esta foi uma decisão incrivelmente difícil de tomar, mas uma medida necessária para manter a sustentabilidade da companhia no futuro", afirmou o Cirque du Soleil em comunicado. Apesar de muitos trabalhadores, sobretudo artistas, só receberem quando estão efetivamente a trabalhar, a companhia garante que vai continuar a pagar um valor aos seus colaboradores durante este tempo de suspensão de espetáculos. Estes manterão também seguros e apoio jurídico. Daniel Lamarre, presidente do Cirque du Soleil, anunciou que esta é a fase "mais difícil" na história do projeto, fundado em 1984.

O Cirque du Soleil, muito popular em Portugal, esteve pela última vez no nosso país em janeiro. Trouxe à Altice Arena, Lisboa, o espetáculo ‘Corteo’.

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