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Correio da Manhã

Cultura
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Conheça a lista de museus com entrada de borla... ou quase

Existem espaços que não cobram um cêntimo para serem visitados e outros cujos ingressos custam até dois euros. Conheça quais.
Sónia Dias 20 de Janeiro de 2020 às 08:25
Museu
Museu FOTO: Bruno Colaço
Muitas vezes, o elevado preço dos bilhetes são o único impedimento para um dia de enriquecimento cultural, sobretudo em família ou com amigos. Contudo, existem por todo o País museus que oferecem entradas totalmente gratuitas ou cujos ingressos não ultrapassam a fasquia dos dois euros.

Do Museu do Dinheiro (Baixa Pombalina), que as crianças adoram, ao Museu do Desporto (Santa Maria Maior), que passa em revista a história do desporto português, há muito para aprender sem ser preciso gastar um tostão. Mas não são os únicos. Também em Lisboa, o Museu da Filigrana (Chiado) é o primeiro museu em Portugal totalmente dedicado à arte vianense que trabalha os finíssimos fios de ouro ou prata.

O espaço mostra um total de 150 peças de coleções privadas, assim como ferramentas utilizadas entre o século XIX e XX. Ainda na capital, o Museu da Saúde, no antigo Serviço de Neurocirurgia do Hospital de Santo António dos Capuchos, dá a conhecer cerca de 400 peças vindas de várias instituições, da Cruz Vermelha Portuguesa ao Museu de História Natural e da Ciência.

Em Oeiras, na Fábrica da Pólvora de Barcarena, a Sala de Arqueologia apresenta um espólio recolhido ao longo de duas décadas de escavações no antigo povoado pré-histórico de Leceia, uma dos mais importantes aldeias Calcolíticas (da Idade do Cobre) da Península Ibérica.

Com um espólio de 210 mil películas antigas, em placas de vidro e celuloide, e diversas máquinas fotográficas históricas, o Museu da Imagem, em Braga, é um paraíso para quem gosta de fotografia. Já o o Centro de Interpretação do Galo e da Cidade de Barcelos, instalado na Torre Medieval, é dedicado à história do símbolo local e nacional, e conta a lenda que o criou.

Espaços gratuitos para visitar com crianças
A Aldeia-Museu José Franco, no Sobreiro, Mafra, é uma das mais reconhecidas aldeias musealizadas do País. No início dos anos 60, o oleiro José Franco começou a dar forma a um sonho antigo, recriar uma aldeia de caráter etnográfico, onde estivesse espelhado o modo de viver das gentes locais. Hoje, o mundo em miniatura moldado pelas mãos do artista é visitado por milhares de pessoas.

Menos conhecido é o Museu da Boneca, em Alcanena, que apresenta milhares de peças dos séculos XIX e XX provenientes de vários continentes, desde bonecas de porcelana, a mastronças populares, marionetas e artigos de empresas conhecidas como a Mattel e a Famosa.

Outro museu muito apreciado pelos mais jovens é o Museu do Dinheiro, até porque possui um lado interativo. Aqui, é possível percorrer a história do dinheiro, cunhar uma moeda à sua imagem e tocar numa barra de ouro de 12kg.

Museus da DGPC gratuitos aos domingos e feriados
Desde julho de 2017 que as entradas nos Monumentos, Palácios e Museus sob tutela da Direção-Geral do Património Cultural (DGPC) são gratuitas aos domingos e feriados até às 14h00, para todos os cidadãos residentes em território nacional.

SAIBA MAIS
4,6 Milhões de Euros
Foi o número de visitantes que os monumentos, museus e palácios sob tutela da Direção-Geral do Património Cultural receberam em 2018, o que significa uma queda de 7,8%.

Os mais visitados
O Mosteiro dos Jerónimos, em Lisboa, foi o mais visitado em 2018. Seguem-se: Torre de Belém, Mosteiro da Batalha, Convento de Cristo em Tomar, Palácio de Mafra, Museu dos Coches, Mosteiro de Alcobaça e os museus do Azulejo, Arte Popular e Arte Antiga.

O mais antigo
Museu Nacional Soares dos Reis, no Porto, é o mais antigo museu público de Portugal e homenageia o célebre escultor do século XIX.
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