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Correio da Manhã

Cultura
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Disney despede 160 animadores

A Walt Disney Pictures prepara-se para despedir 160 funcionários do departamento de longa-metragem de animação que terá a mão-de-obra fixa reduzida em 20 por cento.
4 de Dezembro de 2006 às 00:00
A notícia é da ‘Variety’ – considerada a ‘bíblia’ da indústria norte-americana do entretenimento – e avança, sem explicações, que os funcionários em causa deverão ser notificados no decorrer das próximas duas semanas. Os despedimentos não vão, todavia, estender-se à Pixar, a empresa de animação adquirida pela Disney e que tem sido responsável pelos êxitos que a empresa teve, neste segmento, nos últimos anos, como ‘À Procura de Nemo’, ‘Os Invencíveis’, ‘Cars’ e ‘Toy Story’.
Os cortes no número de empregados surgem em plena produção da próxima longa-metragem, ‘Meet The Robinsons’, com estreia agendada para Junho de 2007. No futuro, avança um porta-voz da empresa que pediu o anonimato, a Disney funcionará com 800 animadores permanentes, número que aumentará sempre que cada produção o justifique. Actualmente, além ‘Meet The Robinsons’, não há mais filmes em produção, mas apenas dois projectos em desenvolvimento e com data de estreia agendada: ‘American Dog’ (2008) e ‘Rapunzel’ (2009).
Mas, para já, o próximo será um Natal sem animação Disney, o que coloca cada vez mais longe os tempos em que a época era dominada pela produtora criada por Walt Disney nos anos 20 e responsável por inesquecíveis clássicos como ‘Bambi’, ‘A Bela Adormecida’, ‘Cinderela’, ‘Pinóquio’ e ‘Fantasia’ e ‘Peter Pan’, um catálogo muito precioso no actual mercado de DVD.
Entretanto, a Disney passou a ter uma rival à altura, a Dreamworks, que, com ‘Shrek’, começou logo por arrebatar o Óscar no ano em que a Academia criou a categoria Longa-Metragem de Animação.
Apesar de tudo, a casa do Rato Mickey até nem tem de que se queixar pois, nas últimas duas décadas, produziu cinco sucessos à escala planetária: ‘A Pequena Sereia’ (1989), ‘A Bela e o Monstro’ (1991), ‘Aladino’ (1992) ‘O Rei Leão’ (1994) e ‘Pocahontas’ (1995).
O AMIGO DOS ANIMAIS
Nascido a 5 de Dezembro de 1901 em Chicago e falecido a 15 de Dezembro de 1966 em Los Angeles (de paragem cardíaca e cancro do pulmão), Walter Elias Disney é o maior nome da animação de todos os tempos. Disléxico e anticomunista ferrenho, é também o campeão dos Óscares com um total de 32 estatuetas.
Tornou-se num apaixonado por animais desde que, ainda jovem, matou inadvertidamente um mocho. Na altura, jurou que jamais mataria um ser vivo. Não só manteve a promessa – segundo consta – como criou diversas personagens animais como o veado Bambi, o elefante Dumbo ou o mais famoso de todos, o Rato Mickey. Além de filmes de animação, a Disney produz longas-metragens reais.
OS NÚMEROS
'A PEQUENA SEREIA'
Foi a primeira longa-metragem da Disney a alcançar o respeitável estatuto de ‘blockbuster’ (campeão de bilheteira) ao produzir 84 milhões de dólares (65,50 milhões de euros).
'A BELA E O MONSTRO'
A história clássica foi a primeira a ultrapassar os 100 milhões de dólares de receitas – totalizou 145 milhões (113 milhões de euros) – e a primeira animação a disputar o Óscar de Filme do Ano.
'O REI LEÃO'
A história do leão Simba emocionou meio Mundo, rendeu 243,31 milhões de euros em bilhetes de cinema, ganhou os Óscares de Banda Sonora (Hans Zimmer) e Canção Original (‘Can You Feel The Love Tonight’) e pôs toda a gente a cantar ‘Hakuna Matata’.
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