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Correio da Manhã

Cultura
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Elmano Sancho: "Ser artista é gesto de resistência"

Encenador faz frente à crise e revela ‘Maria, a Mãe’, no Trindade, em Lisboa.
Miguel Azevedo 16 de Novembro de 2020 às 08:29
‘Maria, a Mãe’, no Teatro da Trindade
‘Maria, a Mãe’, no Teatro da Trindade FOTO: Direitos Reservados
Perda, dor, solidão, velhice, esquecimento e morte. São palavras que nos assustam (mais ainda nos tempos que vivemos) mas são elas que estão em primeiro plano em ‘Maria, a Mãe’, em cena no Teatro da Trindade, Lisboa, até 20 de dezembro, com Custódia Gallego no papel principal.

A peça tem por base o segundo texto de “uma trilogia sobre a família e que tem como ponto de partida um oratório da Sagrada Família que circula em algumas aldeias com as figuras de José, Maria e Jesus” explica Elmano Sancho, autor, encenador e ator na peça (assim como João Gaspar e Lucília Raimundo). “É esse oratório que serve de pretexto para falar sobre estas figuras centrais da família: pai, mãe e filhos”, diz. Mas esta peça, que se foca agora na figura da mãe, vai mais longe e “alerta para o desaparecimento dos rituais, da comunidade, e a sociedade contemporânea que uniformiza o indivíduo”.

A peça estreou na 5ª feira, 12, mas já teve de cancelar datas por causa do Estado de Emergência, uma situação de ansiedade para quem faz teatro e não pode desistir. “Ser artista é um gesto de luta e resistência. Qual é a opção que temos nós como artistas se não levarmos as coisas para a frente?”, interroga o ator, que lança um apelo. “Não tenham medo de ir ao teatro. Temos todas as medidas de segurança. É a arte que nos pode salvar em momentos de crise.”

‘Maria, a Mãe’ está em exibição de 4ª feira a domingo às 19h00 (sem exibição nos dias 21 e 22). Bilhetes entre 9 e 12€.
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