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Correio da Manhã

Cultura
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Fado juntou três mil pessoas em Alfama

Evento, realizado sexta e sábado, teve menos 5 mil pessoas do que nos anos anteriores mais ainda assim registou casa cheia.
Miguel Azevedo 5 de Outubro de 2020 às 09:39
A cantora Mariza
A cantora Mariza FOTO: Tiago Sousa Dias
Pela primeira vez em oito anos, o festival Santa Casa Alfama teve de acontecer fora das ruas do bairro para evitar ajuntamentos, descer para junto do rio (Terminal de cruzeiros, Museu do Fado e Largo do Chafariz de Dentro), reduzir os habituais 12 palcos para cinco, mas nem por isso deixou de ter lotação esgotada.

Contas feitas, 1500 pessoas passaram por cada um dos dois dias do evento, sexta e sábado, perfazendo um total de 3000 pessoas, número, ainda assim, muito abaixo das oito mil que todos os anos passam pelo mais bairrista dos eventos musicais.

“Claro que me custou tirar o festival do coração de Alfama, mas o importante foi ter acontecido. Demos emprego a muita gente e não cancelámos um único espetáculo. Todos os artistas contratados foram distribuídos pelos palcos que nos foi possível montar”, garante Luís Montez, da promotora Música no Coração, que com o Santa Casa Alfama realizou assim o seu primeiro festival do ano, depois de ter cancelado, por exemplo, o Sudoeste, o Sumol Summer Fest ou o Super Bock Super Rock. “Este festival foi importante para artistas, mas também para a minha equipa que assim voltou ao terreno.”

Recorde-se que, este ano, o evento contava, entre outros, com Mariza, Gisela João, Hélder Moutinho, José Gonçalez e um concerto exclusivo de homenagem a Amália Rodrigues com Rui Veloso ou Katia Guerreiro.

Entretanto, o Santa Casa Alfama garantiu já nova edição para o próximo ano.
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