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Correio da Manhã

Cultura

Fernando Daniel: "Estava a poupar para a entrada numa casa"

Músico teve de cancelar quase toda a agenda de concertos e agarrar-se às poupanças que juntou nos últimos dois anos.
Miguel Azevedo 5 de Julho de 2020 às 09:33
Fernando Daniel
Fernando Daniel FOTO: Direitos Reservados
Se nos últimos dois anos Fernando Daniel, um dos maiores fenómenos da nova música portuguesa, deu 150 concertos, este ano teve de cancelar praticamente toda a agenda. "Tinha 60 concertos marcados e até ao momento ainda não concretizei nenhum deles. Metade estão perdidos", desabafa o músico, também ele afetado pela crise que tomou de assalto a cultura por causa da pandemia. Valeu-lhe um pé de meia, resultante de “dois anos fantásticos”, como diz. “Felizmente sou uma pessoa poupada e consegui juntar algum dinheiro. Nunca pensei é que o tivesse de usar nestas circunstâncias. Estava a poupar para dar entrada para uma casa”, revela ao CM o cantor, que agora está decidido a dar um pontapé na crise com um novo disco, nem a propósito intitulado ‘Presente’.

O novo trabalho, que é editado no próximo dia 10, reúne dez novas canções, todas elas compostas pelo artista, que garante ter feito um disco “mais forte e coeso” do que o antecessor, ‘Salto’. É também, segundo diz, “um disco mais pop-rock, menos acústico e baladeiro, muito inspirado nas sonoridades de Shawn Mendes, Imagine Dragons ou mesmo Coldplay”.

Entretanto , Fernando Daniel já começou a ensaiar para os concertos de estreia nos Coliseus, dias 24 de outubro no Porto e 7 de novembro no de Lisboa. “Estou a preparar um alinhamento especial e uma componente cénica diferente. Quero que os meus primeiros coliseus fiquem marcados na minha vida e na do público”.
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