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Correio da Manhã

Cultura
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Festa regressa à Zambujeira em 2016

Milhares de jovens despediram-se ontem do Alentejo.
Bruno C. Ferreira 10 de Agosto de 2015 às 08:50
No último dia, o Sudoeste recebeu visitas de várias gerações
No último dia, o Sudoeste recebeu visitas de várias gerações FOTO: Luís Guerreiro
Ainda não tinha começado o último concerto e as saudades já se apoderavam dos festivaleiros. "Estou muito cansada mas não quero que acabe já", confessou Mariana Santos, 19 anos, de Viseu. O fim era inevitável, mas antes a música eletrónica voltou a ser rainha.

O palco principal recebeu cinco atuações antes do final da festa, cuja responsabilidade pertenceu a Steve Aoki. No palco secundário, a música portuguesa esteve em destaque e Sara Paço atuou para centenas de pessoas.

Mas a música acaba por ser secundária quando o objetivo é passar férias com os amigos. "O balanço é muito positivo. Se não fosse a tribo do Texas este festival não era a mesma coisa", disse Ricardo Mesquita, 22 anos. "Já é o nosso terceiro ano e queremos continuar", concluiu. Regressar é a meta de outros jovens. "Foi muito divertido. Para o ano não sei se vamos experimentar outro mas se calhar voltamos", disse Inês Ribeiro, 18 anos, de Aveiro.

E já é garantido que o Sudoeste regressa a 30 de julho de 2016. Os concertos arrancam a 3 de agosto e terminam a 7. Luís Montez levantou o véu do próximo cartaz. "Já temos algumas ofertas em cima da mesa. Alguns nomes que já passaram aqui querem repetir", disse o diretor da Música no Coração ao CM. As primeiras revelações serão feitas em outubro, quando os bilhetes começam a ser vendidos. E Hardwell está quase garantido. "É muito provável. Deu um grande show. O Hardwell e os pais dele estão maravilhados com isto", disse o organizador do Sudoeste. Montez adiantou ainda que em 2016 a cozinha será ampliada, a lavandaria triplicada e o espaço para caravanas e carros duplicado.

A edição deste ano ainda fica marcada pelo anormal número de estrangeiros. Só em Espanha foram vendidos mais de 3 mil bilhetes. Luís Candelário, 18 anos, veio da Extremadura e faz parte dessa estatística. "Foi muito divertido. O campismo era perfeito, muita música e diversão", disse. "Há aqui muita gente da Extremadura, da Galiza e de Madrid", concluiu. O objetivo da organização é trazer cada vez mais estrangeiros usando o que Luís Montez acredita serem os trunfos do festival. "A Costa Vicentina, a simpatia do público, o preço, o clima, a praia, o canal e a música, que é do melhor que há no Mundo", disse. "A Europa do Norte vem divertir-se na Europa do Sul", concluiu.
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