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Correio da Manhã

Cultura
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Filme da realizadora Ana Rocha distinguido em Veneza com quatro prémios

‘Listen’, com Lúcia Moniz, retrata a vida um casal de imigrantes portugueses que vive num subúrbio de Londres.
Sónia Dias 13 de Setembro de 2020 às 09:32
Lúcia Moniz numa cena do filme ‘Listen’
A britânica Maisie Sly é uma das protagonistas do filme
Ana 
Rocha de Sousa apresentou a sua primeira longa-metragem em Veneza
Lúcia Moniz numa cena do filme ‘Listen’
A britânica Maisie Sly é uma das protagonistas do filme
Ana 
Rocha de Sousa apresentou a sua primeira longa-metragem em Veneza
Lúcia Moniz numa cena do filme ‘Listen’
A britânica Maisie Sly é uma das protagonistas do filme
Ana 
Rocha de Sousa apresentou a sua primeira longa-metragem em Veneza
Num subúrbio de Londres, Bela (Lúcia Moniz) e Jota (Rúben Garcia), um casal de imigrantes portugueses com três filhos, luta para sobreviver. Quando ocorre um mal-entendido na escola com Lu (Maisie Sly), a filha surda, que apresenta marcas nas costas, os serviços sociais decidem retirar-lhes as crianças, sem que seja feita uma avaliação completa da situação.

Inspirado em factos reais, ‘Listen’, a primeira longa-metragem da atriz e realizadora Ana Rocha de Sousa, foi distinguido com quatro prémios no Festival de Cinema de Veneza, que terminou ontem: o Bisato d’Oro, para melhor realização, o Leão do Futuro - Luigi De Laurentiis (no valor de 84,4 mil euros), e ainda o Sorriso Diverso Venezia e o prémio especial do júri ‘Horizontes’.

A coprodução luso-britânica, rodada em Londres com elenco português e inglês, chegará às salas portugueses em 2021.

Ana Rocha, de 41 anos, que está a viver no Reino Unido desde 2010, quando abandonou a carreira de atriz em Portugal para estudar cinema, diz que começou a fazer pesquisa para o filme em 2016, depois de ter lido alguns casos semelhantes na imprensa. “O meu pai era juiz e a minha relação com a Justiça sempre foi muito profunda. Fui educada para distinguir o certo do errado. Mas o certo e o errado nunca são preto e branco”, disse à ‘Variety’ a cineasta, que quer que o seu trabalho “levante questões, sem culpar ninguém”. “As crianças têm de ser protegidas. Mas separá-las da família deveria ser, sempre, a última opção”, acrescenta.
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