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Correio da Manhã

Cultura
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França chora a morte de Juliette Gréco

Cantora que foi musa de Jacques Brel ou Gainsbourg morreu aos 93 anos de idade.
Miguel Azevedo 24 de Setembro de 2020 às 08:20
Cantora tinha atuado em Portugal pela última vez em 2008
Cantora tinha atuado em Portugal pela última vez em 2008 FOTO: LESZEK SZYMANSKI/PAP
Ela foi a intérprete inesquecível de Jacques Brel, Gainsbourg, Vian ou Léo Ferré. No pós 2ª Guerra Mundial fez parte da resistência intelectual que marcou um dos bairros mais famosos de Paris: Saint-Germain-des-Prés. Foi estrela de televisão, cinema e teatro. Numa entrevista em 2008 já dizia que “para resistir à aproximação do fim, é preciso amar o que se faz, loucamente, mais do que a si própria”. Juliette Gréco, a voz de França, morreu ontem, em Ramatuelle, no Sul do país, aos 93 anos de idade, anunciou a família através da Agência France-Presse (AFP).

Filha de mãe oriunda de Bordéus e de pai da Córsega, Marie-Juliette Gréco nasceu em Montpellier a 7 de fevereiro de 1927. Criança tímida e reservada, partiu para Paris aos 6 anos. Aos 16 foi presa pela Gestapo e, ao ser libertada um mês depois, fica a viver em casa de uma professora no bairro de Saint-Germain-des-Prés, associado à intelectualidade parisiense. A 22 de junho de 1949, fez a sua primeira aparição pública no cabaret L’œil de Bœuf, e em 1951 gravou o seu primeiro single, ‘Je suis comme je suis’, de Jacques Prévert. Em 1954 atingiu a consagração no Olympia. Em 1999 recebeu do governo francês as Insígnias de Oficial da Ordem de Mérito. Atuou em Portugal, pela última vez, em 2008.
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