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Correio da Manhã

Cultura
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Globos de Ouro: Prémios divididos e sem glamour em gala à distância

Filmes ‘Nomadland – Sobreviver na América’ e ‘Borat: O Filme Seguinte’ triunfaram, enquanto, na TV, a série ‘The Crown’ também venceu.
Rui Pedro Vieira 2 de Março de 2021 às 09:13
‘Borat: O Filme Seguinte’ ganhou dois prémios no registo de Comédia ou Musical: Melhor Filme e Melhor Ator para Sacha Baron Cohen, que estava também nomeado para Ator Secundário com ‘Os 7 de Chicago’
‘Borat: O Filme Seguinte’ ganhou dois prémios no registo de Comédia ou Musical: Melhor Filme e Melhor Ator para Sacha Baron Cohen, que estava também nomeado para Ator Secundário com ‘Os 7 de Chicago’
‘Borat: O Filme Seguinte’ ganhou dois prémios no registo de Comédia ou Musical: Melhor Filme e Melhor Ator para Sacha Baron Cohen, que estava também nomeado para Ator Secundário com ‘Os 7 de Chicago’
Em tempos estranhos, uma gala de prémios estranha. Os Globos de Ouro estiveram particularmente divididos, sem um grande vencedor num serão sem chama, com a Covid-19 a forçar a cerimónia a ser em dois palcos diferentes, um em Nova Iorque outro em Los Angeles, com os vencedores a agradecerem a partir das suas casas, em videochamadas que decorreram com falhas.

No cinema, ‘Nomadland – Sobreviver na América’ venceu Melhor Filme Drama e Realizador (para a chinesa Chloé Zhao), apesar de a obra ainda não se ter estreado em várias salas, como é o caso das de Portugal, devido à pandemia. Por outro lado, a sátira de ‘Borat: O Filme Seguinte’, da Amazon, venceu Melhor Filme de Comédia ou Musical e Ator de Comédia (para Sacha Baron Cohen). Na televisão, a mais premiada foi ‘The Crown’, da Netflix, que venceu três Globos de Ouro: Melhor Série Dramática, Atriz de Drama (Emma Corrin) e Atriz Secundária de TV (Gillian Anderson).

Quanto à gala propriamente dita, esta edição fica marcada por falhas nas ligações à distância – a maior aconteceu quando o ator Daniel Kaluuya (Melhor Ator Secundário pelo filme ‘Judas and the Black Messiah’) quis agradecer, mas sem som, o que forçou a colega Laura Dern a interromper e a pedir desculpas à plateia.

A produtora mais nomeada (42 indicações) acabou por ser uma das derrotadas da noite: a Netflix só levou dez prémios e perdeu sobretudo no cinema. ‘Mank’ concorria a seis galardões, mas saiu de mãos a abanar.

Premiada segunda melhor realizadora
Em 78 edições, é a segunda vez, na história dos Globos de Ouro, que uma mulher venceu o prémio de Melhor Realizador. A chinesa Chloé Zhao, de 38 anos, ganhou com ‘Nomadland – Sobreviver na América’. A outra vez em que tal aconteceu foi há 37 anos, quando Barbra Streisand ganhou com ‘Yentl’. No discurso de agradecimento, Chloé Zhao frisou: "A compaixão é o que deita abaixo as barreiras entre nós."

Viúva agradece por Chadwick Boseman
Vítima de cancro aos 43 anos, Chadwick Boseman morreu em agosto do ano passado. Ainda assim, e tal como se esperava, venceu o Globo de Ouro de Ator Drama, com ‘Ma Rainey: A Mãe dos Blues’. Coube à viúva, Taylor Simone Ledward, agradecer a homenagem póstuma: "Eu não tenho as palavras dele. Mas temos de aproveitar todos os momentos para celebrar aqueles que amamos", disse emocionada.

Jane Fonda deixa vários recados
Aos 83 anos, Jane Fonda ganhou o Prémio Cecil B. DeMille pela carreira e criticou a falta de diversidade dos jurados da Associação de Imprensa Estrangeira em Hollywood. "Há uma história que temos tido medo de ver e ouvir sobre nós nesta indústria", disse. E acrescentou: "Uma história sobre aqueles a quem é oferecido um lugar à mesa e aqueles que são deixados de fora das salas onde são tomadas as decisões."

Disney leva a melhor com animação ‘Soul’
É o mais recente trunfo da Pixar, que a pandemia impediu que tivesse lugar no cinema e fez com que fosse diretamente para a plataforma Disney+: a animação ‘Soul’ foi outra das vencedoras da noite. Recebeu dois Globos de Ouro: Melhor Filme de Animação e Banda Sonora. A dupla de realizadores, Pete Docter e Kemp Powers (este, a partir de um tablet), e a produtora Dana Murray mostraram-se felizes.
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