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Correio da Manhã

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Já são conhecidos os nomeados para os Globos de Ouro. Conheça a lista completa

Vencedores dos Globos de Ouro serão revelados a 9 de janeiro.
13 de Dezembro de 2021 às 18:13
Globos de Ouro
Globos de Ouro FOTO: Reuters
Os filmes "Belfast" e "O poder do cão" e a série "Succession" lideram as nomeações dos prémios norte-americanos de cinema e televisão Globos de Ouro, anunciou esta segunda-feira a Associação da Imprensa Estrangeira em Hollywood.

Os nomeados dizem respeito à 79.ª edição e foram revelados numa altura em que a organização disse ter feito uma profunda reforma, para responder às críticas e ameaças de boicote por parte da indústria norte-americana.

"Este foi um ano de mudança e reflexão para a HFPA [sigla em inglês da associação]. Nos últimos oito meses trabalhámos arduamente para fazer melhor", afirmou a recém-nomeada presidente da associação, Helen Hoehne, na apresentação dos nomeados.

Entre as produções mais nomeadas para os próximos Globos de Ouro estão os filmes "Belfast", de Kenneth Branagh, e "O poder do cão", de Jane Campion, ambos com sete indicações para os Globos de Ouro, incluindo Melhor Realização e Melhor Filme de Drama.

O filme de Jane Campion, estreado na plataforma Netflix, valeu ainda nomeações para os atores Benedict Cumberbatch, Kirsten Dunst, Kodi Smit-McPhee e para o músico Johnny Greenwood, dos Radiohead, autor da banda sonora.

Já "Belfast" deu origem a nomeações para Caitriona Balfe, Jamie Dornan e Ciarán Hinds, enquanto atores secundários, e para a "Down to joy", como candidato a melhor canção.

No total, para Melhor Filme de Drama estão nomeados "Belfast", "Coda", "Dune", "King Richard" e "O poder do cão". Para Melhor Filme de Comédia ou Musical estão indicados "Cyrano", "Não olhem para cima", "Licorice Pizza", "Tick, Tick… Boom!" e "West Side Story".

Os filmes "Licorice Pizza", de Paul Thomas Anderson, e "West Side Story", de Steven Spielberg, seguem ambos com quatro nomeações.

Na categoria de Melhor Filme em Língua Não-Inglesa estão nomeados "Compartment nº.6", do realizador Juho Kuosmanen (Finlândia, Alemanha e Rússia), "Drive my car", de Ryusuke Hamaguchi (Japão), "A mão de Deus", de Paolo Sorrentino (Itália), "Um herói", de Asghar Farhadi (Irão e França), e "Mães Paralelas", de Pedro Almodóvar (Espanha).

"Encanto", "Flee", "Luca", "My Sunny Maad" e "Raia e o último dragão" estão nomeados para melhor filme de animação.

Nas categorias de ficção para televisão, a terceira temporada da série "Succession" é a mais nomeada, com cinco Globos de Ouro: Para Melhor Série Dramática e para os atores Brian Cox, Jeremy Strong, Sarah Snook e Kieran Culkin, nas categorias de representação.

Além de "Succession", na categoria de Melhor Série Dramática estão nomeados "Lupin", "The morning show", "Pose" e "Squid Game", enquanto na categoria de melhor série de comédia foram selecionados "The Great", "Hacks", "Ted Lasso", "Reservation Dogs" e "Homicídios ao domicílio".

A associação decidiu implementar este ano uma reforma interna, depois de ter sido duramente criticada na sequência de uma investigação do jornal Los Angeles Times, que traçou uma imagem de atuação duvidosa, protecionista dos seus membros e desligada da realidade.

No início do ano, o organismo também foi criticado por ter excluído das nomeações várias obras relevantes realizadas ou protagonizadas por afro-americanos, o que levou estúdios, agentes e relações públicas a ameaçarem boicotar a próxima edição se não fossem feitas mudanças profundas.

Além de ter elegido uma nova presidente, a associação acolheu a entrada de 21 novos membros, seis dos quais jornalistas negros, e atualizou o código de conduta interna, mas não terá sido suficiente para reaver a credibilidade junto da indústria.

Os vencedores dos Globos de Ouro serão revelados a 09 de janeiro, mas não haverá transmissão televisiva, depois de a estação NBC ter decidido deixar de emitir a cerimónia.

A associação ainda não revelou como fará a atribuição dos prémios.

Este ano, a cerimónia decorreu de forma virtual, por causa da pandemia da covid-19, e foi vista por 6,9 milhões de pessoas, menos 64% do que na edição de 2019.
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