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Correio da Manhã

Cultura
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Marcelo Rebelo de Sousa "curva-se perante o génio" de Agustina Bessa-Luís

Presidente da República publicou mensagem de condolências no site da Presidência.
3 de Junho de 2019 às 12:28
Marcelo Rebelo de Sousa
Agustina Bessa-Luís
Agustina Bessa-Luís
Agustina Bessa-Luís
Marcelo Rebelo de Sousa
Marcelo Rebelo de Sousa
Agustina Bessa-Luís
Agustina Bessa-Luís
Agustina Bessa-Luís
Marcelo Rebelo de Sousa
Marcelo Rebelo de Sousa
Agustina Bessa-Luís
Agustina Bessa-Luís
Agustina Bessa-Luís
Marcelo Rebelo de Sousa

O Presidente da República já prestou as suas condolências pela morte de Agustina Bessa-Luís, numa mensagem partilhada através do site da Presidência. "Há personalidades que nenhumas palavras podem descrever no que foram e no que significaram para todos nós. Agustina Bessa-Luís é uma dessas personalidades", lê-se. 

"Como criadora, como cidadã, como retrato da força telúrica de um povo e da profunda ligação entre as nossas raízes e os tempos presentes e vindouros. De 'antes quebrar do que torcer' testemunhou, com o rigor inexcedível da sua escrita, nunca corrigida, o fim de um Portugal e o nascimento de outro. Um e outro feitos do Portugal eterno. E é a esse Portugal eterno que ela pertence", adianta Marcelo Rebelo de Sousa. 

"O Presidente da República curva-se perante o seu génio e expressa aos seus familiares as mais sentidas condolências", conclui a mensagem. 

A escritora Agustina Bessa-Luís morreu, esta segunda-feira, aos 96 anos. Agustina estava em casa, no Porto, e terá sido vítima de doença prolongada. Um AVC retirou-a da vida pública há mais de uma década.

Vai realizar-se, ainda hoje, uma cerimónia em sua memória na Sé do Porto (16h00). O funeral é amanhã, terça-feira, na Régua.

Natural de Amarante, onde nasceu a 15 de outubro de 1922, Maria Agustina Ferreira Teixeira Bessa foi um dos nomes maiores da literatura portuguesa contemporânea. A estreia como romancista aconteceu em 1948, com Mundo Fechado. Seis anos mais tarde, escreve A Sibila, a sua obra mais conhecida. 

A escritora, que foi diretora do jornal diário O Primeiro de Janeiro entre 1986 e 1987, recebeu o prémeio Vergílio Ferreira e o Prémio Camões, o mais alto galardão das letras em português, ambos em 2004.

"Ela está no Panteão do coração de todos os portugueses"

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, fez esta terça-feira à tarde a última homenagem a Agustina Bessa-Luís e falou sobre a possibilidade de a termos no Panteão Nacional.

"É uma decisão que depende da família, dos deputados. Ela está no Panteão do coração de todos os portugueses. É uma decisão que está a relacionada como a família a vê", sublinhou Marcelo.

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