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Correio da Manhã

Cultura
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Marcelo sobre Travessia Aérea do Atlântico Sul: “Um feito português que é um feito do Mundo”

Presidente da República e Gouveia e Melo recordam Gago Coutinho e Sacadura Cabral.
Miguel Azevedo e Raquel Simões 12 de Janeiro de 2022 às 08:41
Marcelo Rebelo de Sousa presidiu à cerimónia de abertura das comemorações do centenário da primeira TAAS
Marcelo Rebelo de Sousa presidiu à cerimónia de abertura das comemorações do centenário da primeira TAAS
Foi com a presença do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, e do chefe do Estado-Maior da Armada (CEMA), Henrique Gouveia e Melo, que se iniciaram ontem as comemorações do centenário da primeira Travessia Aérea do Atlântico Sul (TAAS). A cerimónia decorreu no Museu da Marinha, em Lisboa, onde se lembraram os dois protagonistas do feito, Gago Coutinho e Sacadura Cabral, que assim entraram para a história.

"Após várias escalas e incidentes, 79 dias e 60 horas de voo modificaram o conceito do presente e do futuro da aviação mundial", disse Gouveia e Melo, na sua primeira intervenção pública desde que foi empossado CEMA. "A aviação tornou-se, há 100 anos, pela mão de dois marinheiros e de uma estrutura de apoio que envolveu a marinha, o governo e os portugueses, crédito do futuro e do progresso. A épica viagem de Gago Coutinho e Sacadura Cabral será sempre legado e inspiração", disse. Já Marcelo Rebelo de Sousa referiu "o simbolismo da travessia", que "não é um feito meramente português, é um feito do Mundo, que fala português". "Foi um feito para Portugal, foi um feito para o Brasil. Quer o Brasil quer Portugal atravessavam tempos muito difíceis."

SAIBA MAIS
1922
A 30 de março, às 06h45, começou a primeira TAAS, no Centro de Aviação Naval, na Doca do Bom Sucesso, em Lisboa.

Viagem de 62 horas
Sacadura Cabral (piloto) e Gago Coutinho (navegador) percorreram um total de 4527 milhas náuticas (8484 quilómetros), em 62 horas e 26 minutos.

Aventura com três aviões
Na viagem foram utilizados três hidroaviões: o ‘Lusitânia’, o ‘Portugal’ e o ‘Santa Cruz’, este último ainda visitável no Museu da Marinha, em Lisboa.
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