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Correio da Manhã

Cultura
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Multidão enche bairro de Alfama

Ruas apinhadas de gente recordaram noites de Santos Populares.
Pedro Rodrigues Santos 16 de Setembro de 2017 às 01:30
José Gonçalez e Sangre Ibérico atuaram no palco principal
Diogo Clemente embalou o público com o seu fado
Milhares de portugueses e estrangeiros ouviram música nos 11 palcos do festival
José Gonçalez e Sangre Ibérico atuaram no palco principal
Diogo Clemente embalou o público com o seu fado
Milhares de portugueses e estrangeiros ouviram música nos 11 palcos do festival
José Gonçalez e Sangre Ibérico atuaram no palco principal
Diogo Clemente embalou o público com o seu fado
Milhares de portugueses e estrangeiros ouviram música nos 11 palcos do festival
À quinta edição, o Caixa Alfama prova porque já é um marco indiscutível na vida cultural lisboeta. Ontem à noite, no arranque do festival que tem o fado como protagonista, as ruas e vielas do bairro alfacinha cedo ficaram cheias com uma multidão em frenesim, em que os turistas estrangeiros não passaram despercebidos.

Quase se assemelhava ao Santo António tardio, com as vozes de entusiasmo a misturarem-se com o fado cantado.

O programa proposto no primeiro dia pelos 11 palcos espalhados por Alfama era, na verdade, bem aliciante. Aos consagrados António Zambujo, Marina Mota, Pedro e Hélder Moutinho, e José Gonçalez e Sangre Ibérico, juntaram-se novos valores do fado, confirmando que a emoção que rodeia a canção património imaterial da humanidade continua bem viva.

Pedro de Castro e Luís Guerreiro, no palco de acesso gratuito colocado no largo Chafariz de Dentro, davam as boas-vindas ao público enquanto este decidia os espetáculos a que queria assistir. E, no largo de São Miguel, três guitarristas encantavam as pessoas no memorável ‘Fado à Janela’. "O ambiente está fantástico", afirmou Andreia Frazão, vinda de Rio Maior com o propósito de ver António Zambujo, enquanto Diogo Clemente, no largo das Alcaçarias, ia embalando o público com as suas canções.

Hoje, o último dia do Caixa Alfama tem como protagonista Marco Rodrigues, totalista das cinco edições. O fadista irá revelar em primeira mão as canções do novo trabalho, ‘Copo Meio Cheio’. Gisela João encerrará o festival com o álbum ‘Nua’ no centro da atuação. A chamada de atenção, no entanto, vai para Os Mestres, no palco principal, um projeto com Ada de Castro, Cidália Moreira e Artur Batalha, entre outros fadistas de renome. Os bilhetes valem 20 euros. Aconselha-se o uso dos transportes públicos face à dificuldade de estacionamento na zona envolvente.
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