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Correio da Manhã

Cultura

Ornatos Violeta ganham mais do dobro de José Cid para animar fim de ano

Lisboa gastou 161 mil euros em três artistas nas festividades da Passagem de Ano.
Miguel Azevedo 3 de Janeiro de 2020 às 08:32
Ornatos Violeta tocaram no último dia do ano em Lisboa e receberam o maior cachet
Os Xutos no Réveillon da capital
José Cid atuou dia 30 para milhares de pessoas
Ornatos Violeta tocaram no último dia do ano em Lisboa e receberam o maior cachet
Os Xutos no Réveillon da capital
José Cid atuou dia 30 para milhares de pessoas
Ornatos Violeta tocaram no último dia do ano em Lisboa e receberam o maior cachet
Os Xutos no Réveillon da capital
José Cid atuou dia 30 para milhares de pessoas
A Câmara Municipal de Lisboa (CML) pagou mais de 161 mil euros aos três principais artistas que animaram as festividades de fim de ano na capital: José Cid, Xutos & Pontapés e Ornatos Violeta. Estes últimos foram mesmo os que levaram o cachet mais chorudo, mais do dobro de José Cid.

O cantor vencedor de um Grammy, que atuou no dia 30, recebeu 30 mil euros, e Xutos e Ornatos, que subiram ao palco na última noite do ano, custaram ao erário público 55 e 76 mil euros, respetivamente, de acordo com o portal BASE, o site dos contratos públicos online. A discrepância de valores, no entanto, é desvalorizada por José Cid.

"É verdade que o meu concerto foi mais barato do que o dos Ornatos. Pode ser injusto, mas prefiro destacar o concerto que dei perante 200 mil pessoas, com o Presidente da República a assistir. Estive duas horas em palco, completamente restabelecido depois de ter passado o Natal na cama com uma enorme gripe", diz o músico ao CM, optando por enaltecer o facto de ver artistas nacionais a animarem as festas de Réveillon em Portugal.

"É preferível pagarem aos portugueses do que irem buscar estrangeiros com cachets milionários. Soube de um Réveillon que, num ano, pagou 130 mil euros à Daniela Mercury. Cheguei a perguntar se achavam que ela era prima do Freddy Mercury", conta.

O CM questionou a EGEAC, empresa pública responsável pelo Réveillon, mas até ao fecho da edição não obteve explicações sobre os contratos.
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