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Correio da Manhã

Cultura

Primeiro museu ibérico do Holocausto é no Porto

Espaço recria o horror vivido durante a Segunda Guerra Mundial pelos judeus.
Miguel Azevedo 13 de Janeiro de 2021 às 08:19
Imagem da entrada do Campo de Concentração de Auschwitz
O museu oferece várias referências históricas num espaço com 500 metros quadrados
Os visitantes podem ver também a recriação dos dormitórios de Auschwitz
Imagem da entrada do Campo de Concentração de Auschwitz
O museu oferece várias referências históricas num espaço com 500 metros quadrados
Os visitantes podem ver também a recriação dos dormitórios de Auschwitz
Imagem da entrada do Campo de Concentração de Auschwitz
O museu oferece várias referências históricas num espaço com 500 metros quadrados
Os visitantes podem ver também a recriação dos dormitórios de Auschwitz
Retratar a vida judaica antes do Holocausto, o nazismo, os guetos, os refugiados, os campos de concentração, de trabalho e de extermínio, as marchas da morte, a libertação ou a população judaica no pós-Guerra são alguns dos objetivos do Museu do Holocausto do Porto, o primeiro da Península Ibérica dedicado àquela que é uma das páginas mais negras da história da Humanidade.

A inauguração está marcada para dia 20 (abre as portas a 27), com uma cerimónia reservada, tendo já a Comunidade Judaica do Porto, responsável pelo museu, requerido autorização à Direção-Geral da Saúde para a realização deste evento, em ambiente controlado, com apenas 30 pessoas.

Neste novo espaço museológico, de entrada gratuita, os visitantes terão oportunidade de ver a reprodução dos dormitórios de Auschwitz, assim como uma sala de nomes, um memorial da chama, um centro de estudos, corredores com a narrativa completa e, à imagem do Museu de Washington, fotografias e ecrãs exibindo filmes reais sobre o antes, o durante e o depois da Guerra. O museu, localizado no Campo Alegre, num espaço de 500 metros quadrados, é tutelado por membros da comunidade judaica do Porto cujos pais, avós e familiares foram vítimas do Holocausto.

pormenores
Contributo de família
A construção do Museu do Holocausto no Porto contou com um donativo substancial de uma família sefardita portuguesa do Sudeste da Ásia que foi vítima de um campo de concentração japonês durante a II Guerra Mundial (1939-1945).

Virado para o ensino
O museu investe no ensino, na formação profissional de educadores, na promoção de exposições e no apoio à investigação. São esperados 10 mil alunos por ano. O espaço desenvolverá também parcerias com museus do Holocausto em Moscovo, Hong Kong e EUA.
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