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Correio da Manhã

Cultura
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Robin Hood com pouca cabeça e muito músculo

Filme de Otto Bathurst chega a Portugal com más críticas e bons resultados de bilheteira.
Ana Maria Ribeiro 29 de Novembro de 2018 às 01:30
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Filme de animação e remake da história clássica inglesa já estão nas salas.
Houve Errol Flynn, depois Kevin Costner e Russell Crowe – todos foram, à vez, Robin Hood, o ladrão que rouba aos ricos para dar aos pobres. Agora, há Taron Egerton.

O ator escolhido para fazer de Elton John no filme biográfico que se prepara sobre o cantor britânico é, também, a figura que usa a tiracolo um saco de flechas que mais parecem mísseis telecomandados e que dirige um exército de voluntários caótico mas cheio de boa vontade e com muita pontaria.

O filme de Otto Bathurst tem sido alvo de grandes ataques, com os críticos a queixarem-se da falta de coesão do argumento e com a inverosimilhança de muitas das cenas de ação, mas o apelo desta história é, como explica o realizador, imortal.

"Onde quer que haja um governo corrupto e um sistema político ou religioso que reprima o povo, Robin Hood será sempre recebido como um herói", disse em entrevista. "Sobretudo porque todos nós temos um bocadinho de Robin Hood dentro de nós: todos nós temos potencial para a revolta."

Nas bilheteiras, o filme não se portou mal: fez 8 milhões de euros no dia de estreia nos Estados Unidos; e, até ao momento, encaixou 21 milhões nas bilheteiras mundiais. Hoje, chega às nossas salas de cinema.

PORMENORES 
Um drama doméstico
Gemma Arterton protagoniza ‘Um Bilhete para Longe Daqui’, a história de uma mulher que abandona marido e filhos para descobrir quem é.

Steve Carell em crise
Inspirado num caso real, ‘Beautiful Boy’ gira em torno de um jovem toxicodependente e de uma família empenhada em ajudá-lo a abandonar o vício.

Elogios da crítica
‘A Educadora de Infância’ tem valido muitos elogios a Maggie Gyllenhaal, aqui uma mulher que descobre uma criança prodígio e decide raptá-la.
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