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Correio da Manhã

Cultura
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Salas de música lutam pela sobrevivência durante pandemia

Manifestações em fila juntam centenas de pessoas em Lisboa, Porto, Viseu e Évora.
Duarte Faria 18 de Outubro de 2020 às 09:34
Em Lisboa, fila começou no Lux-Frágil e estendeu-se até ao Campo das Cebolas
Concentração no Porto
Grupo de manifestantes
Fadista Gisela João esteve presente
Em Lisboa, fila começou no Lux-Frágil e estendeu-se até ao Campo das Cebolas
Concentração no Porto
Grupo de manifestantes
Fadista Gisela João esteve presente
Em Lisboa, fila começou no Lux-Frágil e estendeu-se até ao Campo das Cebolas
Concentração no Porto
Grupo de manifestantes
Fadista Gisela João esteve presente
Centenas de pessoas, entre as quais Gisela João e Manuel João Vieira, e outros músicos, participaram este sábado em Lisboa (Lux-Frágil), Porto (Maus Hábitos), Viseu (Carmo 81) e Évora (Sociedade Harmonia Eborense) em filas/manifestações para sensibilizar para a importância dos espaços culturais e a necessidade de apoios.

A iniciativa, sob o lema “ao vivo ou morto”, partiu da associação Circuito, em representação de 27 salas de programação de música de todo o País - entre as quais, além daquelas que acolheram o evento, o Hot Clube de Portugal, a Casa Independente, o Musicbox, o RCA Club (em Lisboa), o Salão Brazil (Coimbra), o Barracuda e o Passos Manuel (Porto), o Bang Venue (Torres Vedras), a Casa - -Oficina os Infantes (Beja) e o Alma Danada (Almada).

Só estas 27 salas “promoveram no ano passado mais de sete mil atuações musicais, envolvendo milhares de autores, intérpretes e outros profissionais do espetáculo, para mais de um milhão e duzentos mil espectadores”, de acordo com Gonçalo Riscado, da associação.

“Estamos a chegar a uma situação de rutura e incapacidade de continuar a fazer as coisas”, já que o trabalho que estes espaços podem desenvolver cumprindo as regras impostas pela DGS “não sustenta os custos, apesar dos apoios que existem a nível nacional de layoff, ou moratórias de rendas e empréstimos”. Por isso, a Circuito pede “atenção e investimento”, para que estas salas possam sobreviver à crise que atravessamos.
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