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Correio da Manhã

Cultura
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Sara Correia: "Ser portuguesa é ter fado na voz"

A nova menina bonita do fado lança o segundo álbum ‘Do Coração’ no próximo dia 25.
Miguel Azevedo 21 de Setembro de 2020 às 09:36
Sara Correia
Sara Correia FOTO: Pedro Afonso
O novo disco de Sara Correia intitulado ‘Do Coração’, vem de lá precisamente, do meio do peito, mas vem também da alma e daquele local de emoções que ninguém consegue explicar nem descrever que é de onde vem o fado. “Este disco fala de todas as formas de amor”, começa por explicar a fadista que no novo trabalho se afastou mais do fado tradicional para abordar outras influências, mas sem deixar a essência do seu canto.

“Nós não temos de ser só uma coisa, e eu não quero viver a minha vida dentro de uma caixa, mas sei que por mais que faça um disco meu soa sempre a fado porque é assim que eu sei cantar”. E avança: “Ser portuguesa é ter fado na voz e tudo o que eu possa fazer de música vai sempre saber a fado”. Prova disso é o single ‘Dizer Não’, um tango escrito e composto por Luísa Sobral gravado com o trinado da voz de Sara Correia.

Entre os convidados do novo disco, contam-se ainda Manuela de Freitas, Carolina Deslandes, Jorge Cruz, António Zambujo, Vitorino e Diogo Clemente, aquele que tem sido o seu grande “pilar” artístico. “Eu cheguei às mãos dele no primeiro disco ainda muito menina e hoje ele é a pessoa que melhor me entende enquanto fadista”, declara Sara Correia que começou a cantar aos oito anos na casa de fados Os Ferreiras, então influenciada pela tia Joana Ferreira que era fadista profissional. “Lembro-me perfeitamente daquela noite, de estar a tremer por todo o lado e de nem abrir os olhos para cantar”.
Sara Correia Do Coração artes cultura e entretenimento música
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