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Correio da Manhã

Cultura
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Suspeito de ataque à sede da Porta dos Fundos foge para a Rússia

Eduardo Cerquise foi identificado como autor do atentado no Brasil.
Duarte Faria 6 de Janeiro de 2020 às 08:10
Ataque à sede da Porta dos Fundos
Ataque à sede da Porta dos Fundos
Eduardo Fauzi Cerquise, um dos suspeitos do ataque à produtora Porta dos Fundos
Ataque à sede da Porta dos Fundos
Ataque à sede da Porta dos Fundos
Eduardo Fauzi Cerquise, um dos suspeitos do ataque à produtora Porta dos Fundos
Ataque à sede da Porta dos Fundos
Ataque à sede da Porta dos Fundos
Eduardo Fauzi Cerquise, um dos suspeitos do ataque à produtora Porta dos Fundos
Eduardo Cerquise, homem que foi identificado pela polícia brasileira como sendo um dos suspeitos do ataque à sede da produtora do grupo humorístico Porta dos Fundos, fugiu para Moscovo, na Rússia, onde tem familiares.

O indivíduo, que tinha sido identificado pelas autoridades no início da semana passada, saiu do Brasil na tarde de 29 de dezembro, pouco antes da expedição do mandado de prisão. A situação já foi comunicada à Interpol.

Na manhã da passada terça-feira, dia 31, as autoridades brasileiras realizaram buscas em dois endereços residenciais e dois comerciais ligados ao suspeito, mas não localizaram o homem. No decorrer destas buscas, os agentes apreenderam 119 mil reais (cerca de 26 mil euros), munições, uma arma falsa, computadores e uma camisola de uma "entidade filosófica e política".

"O Eduardo tem um perfil violento, antagónico. Ele tem livros ligados à religião cristã e ao islamismo", disse o delegado da polícia, Marco Ribeiro. Empresário, "de classe média alta", Eduardo Cerquise é filiado no Partido Social Liberal, força política pela qual o presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, foi eleito. Integrava também a Frente Integralista Brasileira, um dos principais grupos nacionalistas e de extrema-direita do Brasil, que entretanto o expulsou.

É o único dos cinco suspeitos que não usava capuz no momento do ataque com cocktails molotov, a 24 de dezembro. O atentado no Rio de Janeiro, que não provocou vítimas, aconteceu na sequência do lançamento de um filme de Natal na Netflix, no qual Jesus é representado como um jovem que terá tido uma experiência homossexual e também insinua que Maria e José viveram um triângulo amoroso com Deus. O incidente foi filmado pelas câmaras de vigilância, tendo as imagens sido entregues às autoridades.
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