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Correio da Manhã

Cultura
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Teatro doa receitas a família de Bruno Candé

Dia 18, oito salas de Lisboa e Porto unem-se numa homenagem ao ator baleado mortalmente em julho.
Miguel Azevedo 12 de Setembro de 2020 às 09:34
Bruno Candé Marques
Entre as várias peças para ver dia 18 estão ‘Avenida Q’ no teatro Maria Matos, em Lisboa
Bruno Candé Marques
Entre as várias peças para ver dia 18 estão ‘Avenida Q’ no teatro Maria Matos, em Lisboa
Bruno Candé Marques
Entre as várias peças para ver dia 18 estão ‘Avenida Q’ no teatro Maria Matos, em Lisboa
O ator Bruno Candé, que morreu baleado em julho passado, vai ser recordado no dia 18 (data em que faria 40 anos) por oito salas e companhias de teatro, com as receitas de bilheteira dos espetáculos desse dia a reverterem na íntegra para a família, através da associação SOS Racismo. Candé deixou três filhos com idades entre os dois e os seis anos.

Teatro Nacional D. Maria II, São Luiz, Maria Matos, Teatro do Bairro Alto, Teatro Maria Vitória, Teatro Municipal do Porto e Teatro da Politécnica, em Lisboa, onde está a companhia Artistas Unidos, além do espaço CAL - Primeiros Sintomas, são as entidades que aderem a esta causa. Entre os espetáculos desses dias estão, por exemplo, ‘Seis meses depois’, de Olga Roriz, e ‘Damas da Noite’, de Elmano Sancho, na Sala Garrett e na Sala Estúdio do D. Maria II, respetivamente; ‘A Tragédia de Júlio César’, no S. Luiz, ou ‘Avenida Q’, no Maria Matos.

Bruno Candé nasceu em Lisboa, em 1980. Iniciou-se no grupo de teatro da Casa Pia na adolescência e frequentou o curso de formação teatral do Chapitô em 1995. Trabalhava desde 2011 com a Casa Conveniente em que participou em ‘A Missão - Recordações de uma Revolução’. Fez parte do elenco de produções como ‘Macbeth’, ‘O Livro de Job’, ‘A Sagração da Primavera’ ou ‘Noites Brancas’. Esteve também na telenovela ‘Única Mulher’, da TVI.

Homicídio aguarda julgamento em preventiva
Bruno Candé Marques morreu no dia 25 de julho, aos 39 anos de idade, após ter sido baleado mortalmente com quatro tiros em plena avenida de Moscavide, concelho de Loures. O suspeito do homicídio, Evaristo Marinho, de 76 anos, auxiliar de enfermagem reformado e ex-combatente do Ultramar, foi detido no local e aguarda julgamento em prisão preventiva. À entrada da prisão disse: “Em Angola, matei vários como este.” A acusação deverá ser conhecida entre o final deste ano e o inicio de 2021.



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