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Correio da Manhã

Cultura
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Televisivas levam Lorca ao Alentejo

A presença diária de uma dezena de actrizes conhecidas do grande ecrã em Ponte de Sor não deixa ninguém indiferente na cidade alentejana, onde ontem à noite estreou a peça ‘A Casa de Bernarda Alba’. Até houve convites atrevidos.
11 de Junho de 2009 às 00:30
A tirania de uma mãe no seio de um clã feminino perturbado pela chegada de um homem é o tema da peça
A tirania de uma mãe no seio de um clã feminino perturbado pela chegada de um homem é o tema da peça FOTO: António Pedro Valente

“As pessoas são tão simpáticas que um rapaz pediu para namorar comigo”, disse ao CM a actriz Inês Castel-Branco, após o ensaio de apresentação da produção do Teatro da Terra, companhia dirigida pela actriz e encenadora Maria João Luís, presença regular em telenovelas.

Além de nomes como Custódia Gallego ou Cremilda Gil, Maria João Luís integrou na primeira peça da companhia duas amadoras (Lígia Braz e Sandra Lopes) e figurantes do Rancho Folclórico da Casa do Povo de Ponte de Sor.

“Este projecto pretende uma relação de proximidade com o público, levando o teatro, com uma linguagem acessível às pessoas, a locais que estão mais carenciados”, disse ao CM a directora artística.

‘A Casa de Bernarda Alba’, de Federico García Lorca, sobe ao palco do Cine-Teatro de Ponte de Sor até sábado e de 17 e 20 de Junho, sempre às 21h30. Nos dias 14 e 21 irá a Foros do Arrão e Montargil, localidades do concelho. Depois desta minidigressão, vai percorrer muitas salas de norte a sul do País.

Custódia Gallego é a tirana ‘Bernarda’, que exerce constante vigilância sobre cinco filhas (Inês Castel-Branco, Adriana Moniz, Diana Costa e Silva, Joana de Carvalho e Maria João Pinho). “Eu não penso, ordeno” é uma das frases proferidas pela tirana que marca o início da peça e antecipa um final trágico devido ao encanto que um homem exerce sobre as suas filhas.

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