Barra Cofina

Correio da Manhã

Desporto
9

Águias de Jesus voam para a sétima vitória seguida ao derrotar Standard

Vitória justa da equipa de Jorge Jesus, a sétima seguida, que só começou a ser construída no segundo tempo.
Filipe António Ferreira 30 de Outubro de 2020 às 01:30
Pizzi
Pizzi
Sete meses depois, os adeptos (4875) puderam festejar na Luz a sétima vitória consecutiva do Benfica, na época 2020/21. Pizzi foi a figura no triunfo tranquilo diante do Standard Liège, para a Liga Europa. Diogo Gonçalves foi a surpresa no onze, que contou com o avançado da moda. Darwin foi titular pela sétima vez seguida, mas desta vez nem assistiu, nem marcou.

O Benfica foi sempre melhor: mais posse de bola, mais remates, mais ataques. Só foi igualado na primeira parte pelo frágil Standard Liège em golos: zero.

Com novos laterais, o Benfica explorou bem essas zonas e foi daí que o perigo surgiu para a baliza forasteira. Mas a meio do primeiro tempo a equipa de Jorge Jesus passou a jogar mais pelo corredor central, intensamente povoado pelos belgas. As combinações e trocas rápidas de bola quase nunca resultaram e foram poucas as oportunidades. O Benfica, só em remates de meia distância assustou. Everton fez o guarda-redes Bodart brilhar aos 16’, e Pizzi atirou por cima num remate de ressaca.

A entrada de Rafa veio dar mais objetividade ao Benfica. Aproveitando também o desgaste físico dos belgas, as águias chegaram ao 2-0 em dois penáltis apontados, primeiro por Pizzi e depois por Waldschmidt, que pediu ao capitão para bater o remate do segundo golo. Pizzi estabeleceria o resultado final, num disparo que desviou num defesa contrário.

Uma vitória tranquila e segura do Benfica, que na próxima jornada defronta os escoceses do Rangers, que tem os mesmos seis pontos do Grupo D.

Pizzi, Nuno e Luca agitam as bancadas
o Odysseas – Eficaz a cortar as bolas nas costas dos centrais. Boa defesa aos 59’ após canto.
o Diogo Gonçalves – Esteve seguro a defender mas quase borrava a pintura aos 86’, quando escapou à expulsão.
o Otamendi – Competência extrema nas dobras a Diogo e nas bolas longas.
o Vertonghen – Menos exuberante do que o colega do eixo da defesa, mas eficaz.
o Nuno Tavares – Foi dos melhores jogadores em campo e criou vários lances de perigo no ataque. Num dos muitos raides arrancou um penálti.
o Gabriel – Regular. Mostrou desagrado ao ser substituído.
o Pizzi - Na hora da verdade disse presente. Frio a marcar o penálti, inspirado no 2.º golo, num remate em arco de fora da área. Contra equipas muito recuadas cumpre a posição 8 com eficácia.
o Pedrinho – Taticamente tem muito para evoluir. Nunca se ligou ao jogo e foi sacrificado ao intervalo.
o Everton – Tentou o remate de longe um par de vezes.
o Waldschmidt – Melhorou imenso na 2ª parte. Ganhou um penálti e marcou outro com distinção.
o Darwin – Batalhador. Remate perigoso aos 63’.
o Rafa – Agitou o ataque. A sua entrada potenciou a mobilidade de Waldschmidt.
o Taarabt – Certinho.
o Weigl – Fechou o miolo.
o Seferovic – Sem oportunidades para mostrar serviço.
o Gonçalo Ramos – Primeiros minutos esta época, para gáudio dos adeptos na Luz.

ANÁLISE
+ Laterais do Seixal
Nuno Tavares e Diogo Gonçalves foram a inédita dupla de laterais. Os jovens do Seixal deram conta do recado. Seguros a defender e incisivos no ataque, especialmente Tavares.

- Gabriel amuado
O brasileiro não fez uma grande exibição na Luz e quando foi substituído mostrou descontentamento. Jorge Jesus ficou de braços abertos com a reação do médio.

Penálti por assinalar
O francês esteve bem na análise dos dois penáltis para o Benfica. Mal quando não assinalou castigo máximo para o Standard Liège. Diogo Gonçalves também devia ter sido expulso (duplo amarelo).
Jorge Jesus Standard Luz Benfica Pizzi Liga Europa Liège Diogo Gonçalves Darwin desporto futebol
Ver comentários