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Correio da Manhã

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Ex-presidente do Barcelona sai em liberdade mas sob acusação

Ex-presidente do Barcelona acusado de administração desleal e corrupção em negócios.
2 de Março de 2021 às 12:00
Josep Maria Bartomeu, presidente do Barcelona
Josep Maria Bartomeu, presidente do Barcelona FOTO: EPA
Josep Maria Bartomeu saiu em liberdade condicional acusado de administração desleal e corrupção em negócios no âmbito do caso 'Barçagate'. O ex-presidente do Barcelona passou na esquadra assim como Jaume Masferrer, um dos seus colaboradores mais próximos.

A detenção de Bartomeu ocorreu segunda de manhã pela polícia catalã, isto após terem sido realizadas buscas nas instalações da direção em Camp Nou. Juntaram-se também as de Oscar Grau ( atual CEO do Barcelona), Román Puntí (responsável dos serviços jurídicos) e Masferrer (ex-consultor do clube).

Em causa está uma denúncia feita contra Bartomeu em fevereiro de 2020. O ex-presidente é acusado de ter contratado uma empresa de consultoria externa, a ‘I3 Ventures’, que teria como função melhorar a sua imagem e, pelas redes sociais, difamar vários jogadores, entre eles Messi e Piqué. Além disso, também os opositores à direção seriam visados. Bartomeu é ainda acusado de eventual crime financeiro. O clube sempre defendeu que a empresa tinha sido contratada para proteger a reputação de Bartomeu, direção e clube, mas o caso ganha novos contornos.

Os quatro arguidos foram detidos para interrogatório e tanto Bartomeu como Oscar Grau passaram a noite na esquadra. Todos são acusados de terem pago cerca de um milhão de euros em várias faturas para a ‘I3 Ventures’, empresa da qual o Barcelona se desvinculou após o caso polémico ter vindo a público. Recorde-se que, na época passada, esta situação conduziu a um conflito entre Messi e Bartomeu. O astro argentino tinha intenção de abandonar o clube - algo que ainda pode suceder no próximo verão - e terá entrado em rota de colisão com o ex-líder. Bartomeu foi muito contestado pela crise desportiva e a direção acabou por se demitir em bloco após uma moção de censura dos sócios intitulada ‘Més que una moción’.
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