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Correio da Manhã

Desporto
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Benfica vence Vitória e adia festa do rival

Festa de que se fala... é a do FC Porto, pois claro. Com o triunfo desta terça-feira, o Benfica prorroga a questão do título
Mário Pereira 15 de Julho de 2020 às 01:30
Benfica - V. Guimarães
Benfica - V. Guimarães
Benfica - V. Guimarães
Benfica - V. Guimarães
Benfica - V. Guimarães
Benfica - V. Guimarães
Benfica - V. Guimarães
Benfica - V. Guimarães
Benfica - V. Guimarães
Um golo de Chiquinho e outro de Seferovic garantiram esta terça-feira uma vitória cinzenta ao Benfica, sobre o V. Guimarães, remetendo a questão do título para segundas núpcias. As contas eram fáceis de fazer: se as águias não ganhassem este jogo, o FC Porto abria as garrafas do champanhe no hotel. Tal não aconteceu. A equipa da Luz, sem brilho, fez a sua parte e obriga o rival a ter de suar hoje no clássico, frente ao Sporting, se quiser fazer a festa.

O Benfica chegou ao intervalo a vencer com a graça dos deuses da bola. Até ao golo de Chiquinho, que aconteceu aos 37 minutos, andou sempre atrás dos acontecimentos. Durante cerca de meia hora, o V. Guimarães acumulou três ou quatro grandes oportunidades de marcar, sendo que numa delas a bola andou a beijar a barra e depois a trave, Odysseas teve de brilhar em dois momentos e até o árbitro Hugo Miguel deu uma ajudinha às insuficiências dos da casa, fechando os olhos às sucessivas faltas que deveriam ter afastado Weigl mais cedo do jogo. No banco, Nélson Veríssimo anteviu um desastre à beira de acontecer e retirou o alemão. Não terá sido por causa disso que pouco depois o Benfica marcou, mas esta foi a ordem natural dos acontecimentos.

Na segunda parte, os encarnados melhoraram. Mas também não era difícil. A equipa juntou linhas, foi mais pressionante sem bola e mais objetiva no passe com ela nos pés. A entrada de Florentino para o lugar de Weigl foi de recurso, devido ao que antes se escreveu, mas resultou, do ponto de vista da dinâmica do jogo do Benfica. Ainda assim, a partida tornou-se um enorme bocejo, interrompido perto do final pelo 2-0, por Seferovic.

Chiquinho aponta caminho da vitória
Odysseas – Três defesas importantes para manter o V. Guimarães a zeros. Quando não o conseguiu, teve a ajuda do poste e da barra. Decisivo.
André Almeida – Muita entrega mas pouco acerto, principalmente nas ações ofensivas. Terminou em quebra.
Rúben Dias – A raça do costume. Apesar de algumas desatenções no primeiro tempo, teve uma segunda parte de alto nível.
Jardel – Não teve muito trabalho, mas naquele que teve foi competente. Muito importante na ajuda ao aflito Nuno Tavares.
Nuno Tavares – Continua a demonstrar muitas fragilidades defensivas. Teve pela frente o melhor dos vimaranenses e quase sempre foi suplantado. A atacar acabou por ser decisivo no lance do 1-0.
Weigl – Faltas e mais faltas. Perdoada a expulsão por duplo amarelo. Veríssimo não quis arriscar e tirou o alemão ainda antes do intervalo. Completamente ausente.
Gabriel – Continua a arriscar em vários passes longos. Falhou grande parte deles. Parece estar à espera de que a época acabe para descansar. Terminou em défice físico.
Pizzi – Mais outra exibição muito longe do que já fez. Teve pouca bola, mas também não a procurou. No apoio a André Almeida também pouco se viu.
Cervi – Sempre muito esforçado. Não dá uma bola como perdida e foi num desses lances que abriu para Nuno Tavares cruzar para o golo na Luz. Ação importante.
Chiquinho - Foi o mais rematador e o que mais mereceu ser feliz. Marcou e esteve no lance do 2-0. Está a aproveitar as oportunidades como titular. 
Vinícius – Uma assistência (quase sem querer) para Chiquinho e um remate perto do poste da baliza de Douglas.
Florentino – Entrou e o Benfica serenou. Recuperou inúmeras bolas e deu tranquilidade à equipa. Importante.
Rafa – Uma arrancada, um remate torto e uma assistência para golo.
Seferovic – Perto do golo do ano. No sítio certo para o 2-0.
Jota – Quase marcou.
Zivkovic – Boa abertura.

Diogo tentará convencer Jesus
Diogo Gonçalves (23 anos) vai regressar ao Benfica para fazer a pré-temporada e tentar convencer o novo técnico – que será ao que tudo indica Jorge Jesus – a fazer parte do plantel principal. O extremo, cedido ao Famalicão, está a realizar uma época muito positiva, contabilizando sete golos e nove assistências nos 32 jogos oficiais realizados até ao momento. Com a possibilidade cada vez mais forte de Jota poder vir a rodar na próxima época, passa a haver espaço para mais um extremo-direito. Uma boa pré-época do jogador, que tem contrato até 2022, abre-lhe o caminho da equipa principal, onde já esteve em 2017/2018, sob orientação de Rui Vitória.

Águia disputa vaga de acesso à Champions
O Benfica garantiu esta terça-feira a conquista do 2.º lugar, que dá acesso à 3.ª pré-eliminatória da Liga dos Campeões. Esse jogo está marcado para 15 ou 16 de setembro, seguindo-se o play-off (a duas mãos), a 22 e 30 desse mês.

Florentino luís joga na liga 8 meses depois
Florentino Luís voltou esta terça-feira a jogar pelo Benfica para a Liga, oito meses depois. O médio tinha sido utilizado pela última vez no campeonato na 11ª jornada, a 9 de novembro, em casa do Santa Clara (2-1). Desde então tinha feito quatro jogos noutras provas.

ANÁLISE
+ Meia hora vimaranense
A primeira meia hora de jogo do V. Guimarães foi de bom nível. Nessa fase do jogo, a equipa merecia ter chegado ao golo, graças às boas ações de André André, no meio-campo, e à velocidade de Edwards. Depois, a equipa desapareceu.

- Weigl a pedir para sair
Weigl teve uma atuação desastrada no pouco tempo em que esteve em campo. Falhou tempos de entrada aos lances e acumulou faltas. Quase parecia que andava a pedir ao árbitro para o tirar de campo. Foi Veríssimo que lhe fez a vontade.

Expulsão com duplo perdão
Hugo Miguel perdoou a expulsão de Weigl em dois momentos (27’ e 29’). Em ambas as vezes, o alemão merecia ter visto o segundo cartão amarelo, depois de receber o primeiro aos 22’. Bem anulado o golo a João Pedro (V. Guimarães) por fora de jogo.
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