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Correio da Manhã

Desporto
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“Clássico mexe com cabeças”

O Benfica-FC Porto, do dia 13 de Janeiro para a Liga, já se respira no Dragão. "Esse clássico ainda vem longe, mas já está a mexer com a cabeça das pessoas", afirmou ontem Vítor Pereira.
13 de Dezembro de 2012 às 01:00
“Foi preciso levantar bilhetes. Naquele momento estava a passar a claque do Benfica e, para evitar problemas, tive uma reacção natural”, disse para explicar o motivo que o levou a tapar a cara quando entrou em Alvalade para assistir ao dérbi
“Foi preciso levantar bilhetes. Naquele momento estava a passar a claque do Benfica e, para evitar problemas, tive uma reacção natural”, disse para explicar o motivo que o levou a tapar a cara quando entrou em Alvalade para assistir ao dérbi FOTO: Vítor Mota

O treinador dos portistas frisou, no entanto, que o jogo não vai ser decisivo para a atribuição do título. "Não acredito que a Liga se vá decidir na disputa directa entre Benfica e FC Porto, porque qualquer adversário tem capacidade para tirar pontos a uma e outra equipa."

Depois de falar no clássico, Vítor Pereira fez questão de desvalorizar a declaração de Filipe Vieira de que uma equipa (o FC Porto) jogava com dois guarda--redes, numa alusão às duas grandes penalidades consecutivas de Alex Sandro, por mão na bola. "Em matéria de penáltis, de tocar a bola com ou sem intenção, a regra é complicada. Recordo um jogo emblemático entre Benfica e Guimarães (2-1, 2011/12), em que a bola batia na cabeça e era penálti a favor do Benfica, batia nas costas e era penálti a favor do Benfica, batia na coxa, penálti para o Benfica. Às vezes, acontecem contra nós, outras a favor", anotou.

Entretanto, o Inter enviou um dirigente ao Porto por causa de Fernando e Rolando, que são alvos dos italianos para Janeiro. Ambos têm cláusula de rescisão de 30 milhões de euros, mas, sabe o CM, os dragões aceitam libertar o central por uma verba próxima dos dez milhões, pois não faz parte dos planos de Vítor Pereira.

PINTO DA COSTA "FEZ UMA BIRRA E NÃO FOI À FESTA NO ESTÁDIO"

"À chegada a Portugal, o sr. presidente [Pinto da Costa] fez uma birra e não foi à festa com os adeptos nas Antas. Foi um funcionário que deu a volta ao campo com a Taça", contou ontem ao CM Octávio Machado, lembrando a conquista da Taça Intercontinental pelo FC Porto frente aos uruguaios do Peñarol (2-1) na neve de Tóquio.

Mas esta conquista, que hoje completa 25 anos, está repleta de histórias. "Estava tanto frio que ao intervalo fizemos fogueiras com álcool para aquecer os jogadores", acrescentou, na altura, o adjunto de Tomislav Ivic, destacando a discussão entre a equipa técnica e médica para "superar o jet-lag", com treinos às 07h00.

Sobre o ambiente do grupo, foi peremptório: "Podíamos andar todos à chapada, mas quando entrávamos em campo... Meu Deus!"

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