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Correio da Manhã

Desporto
Ao minuto Atualizado às 18:51 | 17/09

PJ terá partilhado ofício para chegar à identidade de hacker. Aníbal Pinto acusa polícia de "estar ao serviço da Doyen"

Durante a tarde será ouvido, como testemunha, o inspetor da PJ Miguel Costa Amador.
Pedro Zagacho Gonçalves 17 de Setembro de 2020 às 08:33
Aníbal Pinto
Rui Costa Pereira
Rui Pinto
Teixeira da Mota à chegada ao Campus da Justiça
Inês Almeida da Costa
Aníbal Pinto
Rui Costa Pereira
Rui Pinto
Teixeira da Mota à chegada ao Campus da Justiça
Inês Almeida da Costa
Aníbal Pinto
Rui Costa Pereira
Rui Pinto
Teixeira da Mota à chegada ao Campus da Justiça
Inês Almeida da Costa
Ao minuto Atualizado a 17 de set de 2020 | 18:51
18:37 | 17/09
Pedro Zagacho Gonçalves
À saída da sessão desta quinta-feira, Aníbal Pinto acusa a PJ "de trabalhar para a Doyen" e mostrou-se "chocado". 

"Para mim é inacreditável, a PJ estar ao serviço da Doyen, estar ao serviço de terceiros porque não tem capacidade internacional", afirma.
18:27 | 17/09
Pedro Zagacho Gonçalves
A sessão desta quinta-feira termina. Miguel Costa Amador vai continuar a ser ouvido na próxima terça-feira, dia 22 de setembro.
18:15 | 17/09
Pedro Zagacho Gonçalves
No caso do banco, e segundo o inspetor, o hacker "mascarava" o IP original com um outro da Universidade do Porto, onde tinha estudado, mas como "a universidade não guarda os logs mais de 15 dias", e já tinham passado cerca de 5 meses, não foi possível chegar à máquina exata.

O mesmo IP da universidade do Porto, que tinha sido usado como 'máscara', estava nos registos da invasão aos servidores da Doyen e do Sporting.

Ainda assim, sabiam que o arguido em causa "já não estava em território nacional". A PJ conseguiu chegar a dois IPS da origem, domésticos, de contrato de TV por cabo e internet, tidos como os pontos originais de intrusão nos sistemas da Doyen e Sporting. Estes IPS correspondiam a moradas precisamente na Hungria.

Associaram ao 'Football Leaks', porque conforme não ia havendo ‘acordo’ entre as partes, a Doyen e o suposto hacker/Aníbal Pinto, iam sendo divulgados mais documentos. O site foi mandado abaixo, mas aparecia noutros locais, com divulgação no Twitter, WordPress, blog.ru

As autoridades tentavam chegar à verdadeira identidade e à morada exata, mas a colaboração dos fornecedores de serviços de Internet foi demorada, mesmo com as cartas rogatórias.
18:07 | 17/09
Pedro Zagacho Gonçalves
O inspetor esteve envolvido no caso das Ilhas Caimão de onde Rui Pinto desviou dinheiro.

Através da descrição do cliente, das suas "características físicas e qualidades técnicas", percebeu-se que poderia haver ligação com Rui Pinto e o caso do Caledonian Bank, nas Ilhas Caimão. Em ambos os casos, no 'Football Leaks' e no banco, havia IPs com origem na Hungria e Budapeste e também ligações a Aníbal Pinto.

"Era uma coincidência estrondosa que tivesse origem na mesma cidade. Não havia assim tanta diferença entre uma situação e outra", diz o inspetor.

No banco conseguiram chegar a Rui Pinto uma vez que nas transferências e devoluções após acordo com o banco, que permitiu que o hacker não fosse acusado, existia uma conta no Deutsche Bank.
17:51 | 17/09
Pedro Zagacho Gonçalves
José Miguel Amador diz que o ponto fraco era Pedro Henriques, advogado da Doyen.

A juíza questiona o inspetor como é que Pedro Henriques tinha tido acesso ao ofício da polícia, uma vez que à data não era mandatário da Doyen.

O innspetor acaba por não conseguir responder à pergunta.
17:21 | 17/09
Pedro Zagacho Gonçalves
O inspetor da Polícia Judiciária da unidade nacional de combate ao cibercrime que foi buscar Rui Pinto a Budapeste, na Hungria, já está a ser ouvido.

José Miguel Amador é uma das testemunhas arroladas pelo Ministério Público.

Com o início das primeiras diligências, foram apresentadas três denúncias: uma por parte da Doyen, outra apresentada por Nélio Lucas, administrador da empresa em causa, e outra apresentada pelo Sporting.

O inspetor diz que teve acesso a um email que continha o 'domínio iandex' utilizado pelo suspeito dos ataques. As autoridades investigaram e descobriram que o tal domínio, onde estava também alojado o 'Football Leaks', tinha origem na Rússia.

A polícia fez um pedido criminal às autoridades russas a 16 de outubro de 2015.

A PJ passou a ter acesso aos emails trocados por Nélio Lucas e o suspeito russo. Foi nestas ligações que identificaram Aníbal Pinto e pediram escuta para desmistificar relação.

A juíza afirma que o suspeito soube que a Polícia Judiciária estava em contactos com as autoridades russas para tentar descobrir o autor dos ataques e questiona como é que este teve acesso: através de um ponto fraco da PJ ou do 'domínio iandex'.
16:30 | 17/09
Pedro Zagacho Gonçalves
Inês Almeida revela que houve quatro pastas divulgadas, duas dia 6 de janeiro de 2019, referentes ao processo EDP e às Secretas, e outras duas dia 7, com documentação dos Vistos Gold e Operação Marquês.

A procuradora mostra um documento que estava no disco rígido confiscado a Rui Pinto. "É meu, tem comentários com as minhas iniciais", assume a advogada, que indica que tem uma ideia dessa informação ter sido publicada, uma inquirição a testemunhas do E-Toupeira.

São também apresentados 10 links publicados no blogue 'Mercado de Benfica'. "É meu", confirma Inês, acrescentando que "era o que aparecia no explorador do windows do meu computador". Nos detalhes dos ficheiros aparece na descrição o nome da assistente, com o registo das alterações feitas pela mesma e a confirmação da empresa onde o documento tinha sido produzido - sociedade PLMJ.
15:45 | 17/09
Aníbal Pinto, que esteve ausente na sessão da manhã, já chegou ao Tribunal Central de Instrução Criminal de Lisboa.

O advogado cumprimento Rui Pinto com o cotovelo quando este entrou na sala para a sessão da tarde. 
13:45 | 17/09
Pedro Zagacho Gonçalves
Inês Almeida diz que terão acedido a "milhares de documentos, coisas que nunca o tribunal leu" sobre o caso das Secretas. "Aquilo é humilhar, para mostrar poder", considera.

A advogada revela que ficou "desconcentrada" com a situação e admite que não conseguia trabalhar. "Tive muita ansiedade. Houve um dia em que fui a pé para casa e não conseguia respirar. Ao chegar tive um ataque de histeria de revolta".

"Eu não sei quem tem na sua possa a minha informação. Para sempre" lembra, referindo que a informação pode estar com quem a descarregou do blogue 'Mercado de Benfica'.
13:30 | 17/09
Pedro Zagacho Gonçalves
É agora a vez da intervenção da ex-advogada da PLMJ. Inês Almeida diz que a divulgação dos emails e documentos "é uma tortura", referindo-se à posterior publicação dos mesmos no blogue 'Mercado de benfica'. "Até avisava quando é que ia divulgar mais informação", refere a advogada.

"Esta angústia continua. Eu não sei quem é que teve acesso a cópias daquilo que foi retirado. Podem fazer o que quiserem, para sempre", relembra Inês.

Entre os documentos retirados encontravam-se dados referentes à Operação Marquês e Vistos Gold. "Foram milhares de documentos. Não houve critério", garante a advogada.

Inês refere que estava em Coimbra a jantar com amigas quando soube da divulgação dos documentos. "Ficou o jantar estragado", lamenta.

Teve quase a certeza que seria invasão à PLMJ, mas só quando viu documentos na televisão é que teve a confirmação. "Disse ao meu irmão: 'isto é tudo meu'".

"Como é que temos alguém escondido sob anonimato a publicar o que quiser?", questiona a assistente.

Diz que reconheceu pubicadas as pastas do computador dela no blogue Mercado do Benfica: "era o espelho de duas pastas minhas. Tenho uma organização muito própria". A advogada não garante que tenham acedido também à sua caixa de email, uma vez que tinha por hábito guardar os mesmos nas pastas dos clientes diretamente no computador.
13:10 | 17/09
Pedro Zagacho Gonçalves
Rui Costa explica que via sempre os materiais divulgados no blogue numa "sala de pânico", com rede protegida e com os técnicos.

Rui Costa Pereira volta a criticar a questão do Ministério Público (MP) ter usado um email roubado por Rui Pinto para citar numa nota de rodapé do Caso EDP. O testemunho do assistente é semelhante ao prestado por João Medeiros na sessão desta quarta-feira.

A procuradora revela que alguns links ainda estão online e que podem ser acedidos e exemplifica que como foram descarregados largas centenas de vezes.

"Passámos de bestiais a bestas. Viram-nos como leprosos, tinham medo de falar connosco", descreve Rui Costa Pereira sobre o ambiente que se vivia.

Teixeira da Mota, advogado de Rui Pinto, ataca esta declaração, justificando que João Medeiros tinha descrito durante esta quarta-feira uma reação humorística por parte dos colegas.
12:27 | 17/09
Pedro Zagacho Gonçalves
Rui Costa Pereira lamenta que, com a caixa de email de Medeiros tenham sido também divulgadas informações pessoais, como a ficha clínica dos filhos.

Teixeira da Mota, advogado de Rui Pinto, critica esta declaração, afirmando que Medeiros - ouvido esta quarta-feira - não tinha aludido a esta divulgação em específico. Juíza corta a palavra e diz que "se estava na caixa de email que foi totalmente divulgada, então foi também divulgado".
12:23 | 17/09
Pedro Zagacho Gonçalves
O assistente no processo afirma que está a ser ameaçado depois de Rui Pinto ter republicado um tweet seu de fevereiro sobre o pirata informático.

"Continuem a glorificar este sociopata de mau gosto em termos de penteado e passem por iguais...Continuem... Vou-me rindo", escreveu o advogado a 7 de fevereiro de 2020.

O hacker reagiu esta terça-feira, sete meses depois, e o advogado trouxe o tema para a sessão desta quinta-feira.

É muito lamentável um ilustre advogado apresentar este tipo de linguagem... https://t.co/pVV3PU0Dvv

— Rui Pinto (@RuiPinto_FL) September 15, 2020

Perante as declarações de Costa Pereira, Rui Pinto ri-se muito, e abana a cabeça e os ombros, bebe água com gás e depois passa um papel à assistente.
11:25 | 17/09
Daniela Polónia
Já começou a sessão no Tribunal Central de Instrução Criminal de Lisboa.

Rui Costa Pereira, ex-advogado da PLMJ, está a ser ouvido esta manhã.

O assistente no processo integrava a equipa do também advogado João Medeiros, que prestou declarações esta quarta-feira.

Costa Pereira revela que teve uma perceção mais sólida do ataque de Rui Pinto à sociedade depois de 21 de dezembro, data após da decisão instrutória do caso E-Toupeira. O advogado viu documentos em que trabalhou serem exibidos no blogue 'Mercado de Benfica'.

"Vi documentos que eu pessoalmente tinha trabalhado",
explicou Rui Costa Pereira, sobre o momento em que percebeu que tinha também sido alvo do ataque.

Rui costa Pereira explica que tinha no computador uma pasta sobre Isabel dos Santos, de um processo no qual trabalho com a advogada Alexandra Montenegro, que confirmou com os técnicos que fizeram a auditoria que o hacker nunca acedeu nem divulgou os documentos no 'Mercado do Benfica' ou qualquer outra plataforma.

No dia 23 de dezembro de 2018, o assistente no processo estava em casa, com a família, a celebrar o aniversário da mãe, quando as informações sobre os processos foram divulgadas na internet. Costa Pereira diz que foi ao escritório da PLMJ desligar os cabos dos computadores, numa tentativa de impedir a divulgação de mais informação.

O advogado diz que viveu momentos de "paranóia" e ficou com uma sensação "de estar constantemente a ser observado". Troca de passwords várias vezes e afirma que deixou de fazer muita coisa através do telefone e email.
08:33 | 17/09
Continua esta quinta-feira o julgamento de Rui Pinto no caso Football Leaks, naquela que é a quarta sessão do julgamento, que decorre no Campus de Justiça, em Lisboa.

Esta quarta-feira foram ouvidos Luís País Antunes e João Medeiros, à data dos factos advogados na sociedade PLMJ que, segundo a tese do Ministério Público, foi um dos alvos de ataque de Rui Pinto.

Hoje serão ouvidos, também na qualidade de assistentes, Inês Almeida Costa e Rui Costa Pereira, também advogados da PLMJ.

Durante a tarde será ouvido, como testemunha, o inspetor da PJ Miguel Costa Amador.
Rui Pinto Lisboa Campus de Justiça crime lei e justiça Football Leaks
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