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FC Porto condenado com justiça no caso dos mails

Mais de metade dos portugueses inquiridos num estudo do CM e da empresa Aximage acha acertada a decisão judicial que condena os dragões.
Mário Pereira 23 de Junho de 2019 às 09:49
Francisco J. Marques, diretor de comunicação do FC Porto
Francisco J. Marques, diretor de comunicação do FC Porto
Francisco J. Marques, diretor de comunicação do FC Porto
Francisco J. Marques, diretor de comunicação do FC Porto
Francisco J. Marques, diretor de comunicação do FC Porto
Francisco J. Marques, diretor de comunicação do FC Porto
Houve justiça na decisão judicial que condenou o FC Porto e Francisco J. Marques, seu diretor de comunicação, ao pagamento de cerca de 2 milhões de euros ao Benfica, no âmbito do processo da divulgação de mails, que terão sido obtidos de forma ilegal. Esta é a opinião de mais de metade dos inquiridos numa sondagem realizada conjuntamente pelo Correio da Manhã e pela empresa Aximage.

Neste processo, o Benfica tinha avançado com um pedido de indemnização no valor de 17 milhões de euros. A decisão judicial, contudo, só parcialmente satisfez as pretensões do clube da Luz. Deu-lhe razão, condenou o rival e um seu alto funcionário, mas baixou substancialmente o montante da indemnização. Para 55% dos inquiridos, esta foi uma decisão justa. Para 27%, não foi.

Há, contudo, um dado muito interessante nesta sondagem: 33% dos adeptos do FC Porto auscultados acham que foi justa a decisão do juiz. Ou seja, um em cada três simpatizantes do emblema do Dragão concorda com a condenação. Pelo menos nos termos em que ela foi aplicada.

Dragões recorreram da sentença aplicada
Sem surpresa, a esmagadora maioria de adeptos do Benfica ouvidos neste estudo aplaude a decisão do juiz: 78 por cento. Ou seja, quase oito em cada dez adeptos. Contudo, a sentença decretada pela autoridade judicial já foi alvo de recurso pelo FC Porto.

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FICHA TÉCNICA
Universo: Indivíduos inscritos nos cadernos eleitorais em Portugal com telefone fixo no lar ou possuidores de telemóvel.

Amostra: Aleatória e estratificada (região, habitat, sexo, idade, escolaridade, atividade e voto legislativo) e representativa do universo foi extraída de um subuniverso obtido de forma idêntica. A amostra teve 605 entrevistas efetivas:298 a homens e 307 a mulheres; 59 no Interior Norte Centro, 81 no Litoral Norte, 105 na Área Metropolitana
do Porto, 109 no Litoral Centro, 173 na Área Metropolitana de Lisboa e 78 no Sul e ilhas; 100 em aldeias, 159 em vilas e 346 em cidades. A proporcionalidade pelas variáveis de estratificação é obtida após reequilibragem amostral.

Técnica: Entrevista telefónica por C.A.T.I., tendo o trabalho de campo decorrido entre os dias 13 e 19
de junho de 2019, com uma taxa de resposta de 71,3%.

Erro probabilístico: Para o total de uma amostra aleatória simples com 605 entrevistas, o desvio-padrão máximo de uma proporção é 0,020 (ou seja, uma margem de erro - a 95% - de 4,00%).

Responsabilidade do Estudo: Aximage Comunicação e Imagem Lda., sob a direção técnica de João Queiroz.
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