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Correio da Manhã

Desporto
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Fernando Santos: "Temos de estar no topo"

Treinador português destaca poderio da seleção francesa (campeã do Mundo), mas frisa que Portugal tem as próprias “armas”.
Daniel Lopes Monteiro e Daniel Monteiro 11 de Outubro de 2020 às 09:29
Cristiano Ronaldo e Renato Sanches no treino deste sábado
Pepe tem 37 anos
Momentos marcantes da final do Euro 2016, no Stade de France
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Cristiano Ronaldo e Renato Sanches no treino deste sábado
Pepe tem 37 anos
Momentos marcantes da final do Euro 2016, no Stade de France
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Cristiano Ronaldo e Renato Sanches no treino deste sábado
Pepe tem 37 anos
Momentos marcantes da final do Euro 2016, no Stade de France
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"Vamos para este jogo com a convicção de que podemos ganhar. Grau de dificuldade elevado? Seguramente. Temos de estar no topo em todos os momentos do jogo. Humildade e subserviência não são a mesma coisa. Uma coisa é ter respeito, outra é subserviência. Isso não vai acontecer. É importante estarmos ao melhor nível. Não será fácil para Portugal, mas também não será fácil para a França.” Foi desta forma que Fernando Santos, que este sábado celebrou o 66º aniversário, lançou o duelo deste domingo (19h45) frente à seleção francesa, campeã do Mundo, referente à 3ª jornada do Grupo 3 da Liga das Nações. Um encontro que marca também o regresso da equipa das quinas ao palco onde se sagrou campeã europeia em 2016.

Fernando Santos falou depois do momento de Cristiano Ronaldo. E assegura que o capitão está sempre motivado, independentemente dos recordes que persegue. “ Para o Cristiano é sempre importante estar ao melhor nível, ele alimenta-se disso. Quando o vi com 17 anos é que me impressionou, essa vontade de bater recordes. E ao longo de todos estes anos, mantém essa vontade. No dia em que deixar de ter essa adrenalina, sairá pelo pé dele. Como continua a querer fazer mais e mais, está bem e aconselha-se.”

O jogo é de capital importância, uma vez que se discute a liderança do grupo. Mas também será especial para Fernando Santos. O ‘engenheiro’ cumpre este domingo o jogo 75 ao leme de Portugal e torna-se no selecionador nacional com mais encontros disputados, depois de ter igualado Scolari (74) na partida de quarta-feira, frente à Espanha (0-0). O técnico, contudo, nem quer ouvir falar de registos. “Não ligo a estatísticas. Leio e ouço mas não ando à procura de conseguir mais jogos, menos jogos… nem mais vitórias. O que sempre me norteou foi fazer com que as minhas equipas façam bem, chegar o mais longe possível e ganhar”, frisou.

O selecionador nacional irá então alcançar uma marca histórica num palco de boas memórias para todos os portugueses. Foi precisamente no relvado do Stade de France que Portugal conquistou o Europeu de 2016. O orgulho dos franceses ainda pode estar ferido, mas Fernando Santos não acredita em desejos de desforra. “Se há grande vontade da França? Acho isso normal. Mas tenho dificuldade em aceitar que jogadores deste nível entrem no jogo ansiosos por esse tipo de situações”, afirmou.

O jogo deste domingo no Stade de France, em Saint-Denis, arredores de Paris, traz inevitavelmente à memória coletiva dos portugueses a final do Europeu 2016, quando Portugal venceu a França por 1-0, naquele que foi o maior feito da seleção nacional. Desse dia, 10 de julho de 2016, há imagens de momentos inesquecíveis. Desde logo, a equipa portuguesa a receber o troféu na tribuna de honra. Ou o momento do inspirado remate de Eder para o golo. E os momentos finais com Ronaldo (lesionado) como ‘adjunto’ de Fernando Santos.

“Covid-19? Jogadores estão confiantes”
Fernando Santos abordou o impacto da Covid-19 na equipa, que já afastou da convocatória José Fonte e Anthony Lopes. “Os jogadores estão confiantes. Somos as pessoas mais testadas.”

“Temos de afirmar o nosso adn”
“Temos de afirmar o nosso ADN e não passar pelas dificuldades que tivemos no jogo com a Espanha. França é uma das melhores equipas do Mundo, mas temos as nossas armas”, disse Santos.

Pepe e a idade: “Sei o que ainda posso dar”
Aos 37 anos, Pepe é dos jogadores mais experientes da Seleção e ainda se sente com capacidade para fazer a diferença. “Campeão do Mundo com 39 anos? Nunca se sabe. Eu estou focado no próximo jogo, que é o mais importante. Sei da idade que tenho, mas também sei o que posso dar. Agora fico feliz por ver que existem jovens que podem dar o contributo à seleção nacional”, realçou.
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