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"Fiquei de boca aberta": Carlos Manuel recorda momento em que trocou de camisola com Maradona

Português defrontou o craque argentino em três ocasiões.
Lusa 25 de Novembro de 2020 às 19:46
Maradona com a camisola de Carlos Manuel
Maradona com a camisola de Carlos Manuel FOTO: Direitos Reservados
O antigo jogador Carlos Manuel realçou que, mesmo nos momentos menos bons da vida de Diego Maradona, "não há ninguém que não tenha um certo carinho" pelo ex-futebolista, que morreu hoje vítima de uma paragem cardíaca.

"Um jogador enorme, mágico. Obviamente que é um jogador que vai ficar eterno. Mesmo nos momentos menos bons que teve na vida, até politicamente, não há ninguém que não tenha um certo carinho pelo Maradona", disse à agência Lusa.

Carlos Manuel defrontou Maradona em três ocasiões: a primeira ao serviço do Benfica, num encontro particular disputado contra a seleção argentina, em Buenos Aires, em 1981, e as duas seguintes pelo Sporting, na primeira eliminatória da Taça UEFA de 1989/90, diante do Nápoles, que venceu nas grandes penalidades, após dois 'nulos'.

Na primeira mão, em Alvalade, Maradona iniciou como suplente, pois "era o primeiro jogo que ia fazer depois de uma fase menos boa, em que esteve parado muito tempo", tendo entrado a cerca de 20 minutos para o fim da partida, a tempo de trocar a camisola com Carlos Manuel, capitão do Sporting.

"Ia a andar para o túnel, para falar com as rádios e as televisões e, quando estou a descer os degraus, alguém me toca nas costas. Esse alguém era o Maradona. Fiquei de boca aberta, como é lógico. Ele perguntou-me se eu queria trocar a camisola. Obviamente que troquei", contou.

Na segunda mão, Carlos Manuel recordou a chegada ao estádio napolitano: "Ele e o Careca [ex-avançado brasileiro] vieram ter comigo e perguntaram-me se necessitávamos de alguma coisa, que o Nápoles estava à disposição."

"Depois, no jogo, a decisão foi por penáltis. O Ivkovic [ex-guarda-redes croata do Sporting] aposta com ele [Maradona] 100 dólares que não marcava o penálti e foi verdade. Foi pagar depois à porta do balneário", disse.

O ex-médio, de 62 anos, considera Maradona um jogador que será recordado para a eternidade e que "era uma pessoa fantástica".

"Quem for à Internet e comece a ver, mesmo os miúdos hoje, há muitos vídeos do Maradona. Estamos a falar de uma coisa galática, sem dúvida nenhuma", expressou.

Maradona, considerado um dos melhores futebolistas da história, morreu hoje na sua residência, na Argentina, aos 60 anos, anunciou o seu agente e amigo Matias Morla.

Segundo a imprensa argentina, Maradona, que treinava os argentinos do Gimnasia y Esgrima, sofreu uma paragem cardíaca na sua vivenda na província de Buenos Aires.

A sua carreira de futebolista, de 1976 a 2001, ficou marcada pela conquista, pela Argentina, do Mundial de 1986, no México, e os dois títulos italianos e a Taça UEFA arrebatada ao serviço dos italianos do Nápoles.

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