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Correio da Manhã

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João Almeida na Volta a Itália: “Vencer? Nada é impossível”

Ciclista português foi terceiro na etapa e cimentou a liderança.
Filipe António Ferreira 8 de Outubro de 2020 às 08:23
João Almeida
João Almeida FOTO: LUCA ZENNARO
Mais um grande dia de João Almeida na Volta a Itália. O ciclista da Deceuninck Quick-Step foi terceiro na quinta etapa, cimentou a liderança e já aponta a outros voos: “Levar a camisola rosa até Milão? Quem sabe? Nada é impossível"”.

O corredor das Caldas da Rainha, de 22 anos, esteve exemplar na tirada ganha pelo italiano Filippo Ganna (INEOS), campeão do mundo de contrarrelógio e que já tinha vencido o crono do primeiro dia do Giro.

Almeida passou com os favoritos a contagem de montanha da primeira categoria, depois desceu com segurança até à meta instalada em Camiglatello Silano, após uma etapa de 225 quilómetros. Sprintou e foi terceiro, ganhando tempo nas bonificações. "Estava preparado para o pior. Tenho comigo uma super-equipa, toda a gente esteve comigo, a puxar por mim. Foi um bom dia para mim, no final as pernas corresponderam. Quis sprintar para apanhar bonificações e mostrar que não tenho esta camisola por acaso", explicou no final da tirada marcada pela chuva e nevoeiro. Ao conservar a liderança da geral, Almeida, vai vestir de rosa pelo terceiro dia, o máximo que um português já conseguiu na prova, ultrapassando o feito de Acácio da Silva há 31 anos. João Almeida tem agora 43 segundos de vantagem sobre o espanhol Pello Bilbao (Bahrain-McLaren).

Esta quinta-feira a sexta etapa liga Castrovillari a Matera ao longo de 188 quilómetros, com uma contagem de subida de terceira categoria. Mais uma boa oportunidade para o ciclista da Deceuninck Quick-Step manter a liderança da Volta a Itália em bicicleta.

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