Barra Cofina

Correio da Manhã

Desporto

Leão ganha dérbi e apanha Dragão

Falta de Florent sobre Podence possibilitou ao Sporting chegar ao golo da vitória através do holandês Bas Dost.
Mário Figueiredo 2 de Dezembro de 2017 às 01:30
Sporting-Belenenses
Sporting-Belenenses
Sporting-Belenenses
Sporting-Belenenses
Sporting-Belenenses
Sporting-Belenenses
Sporting-Belenenses
Sporting-Belenenses
Sporting-Belenenses
Sporting-Belenenses
Sporting-Belenenses
Sporting-Belenenses
Sporting-Belenenses
Sporting-Belenenses
Sporting-Belenenses
Sporting-Belenenses
Sporting-Belenenses
Sporting-Belenenses
Sporting-Belenenses
Sporting-Belenenses
Sporting-Belenenses
Sporting-Belenenses
Sporting-Belenenses
Sporting-Belenenses
Sporting-Belenenses
Sporting-Belenenses
Sporting-Belenenses
Sporting-Belenenses
Sporting-Belenenses
Sporting-Belenenses
O Sporting venceu esta sexta-feira o Belenenses, com um golo de grande penalidade de Bas Dost, e apanhou o FC Porto na liderança da Liga, beneficiando do empate do clássico. Jorge Jesus não facilitou. Colocou os melhores, mesmo com o jogo frente ao Barcelona para a Liga dos Campeões agendado para terça-feira.

Os leões entraram fortes no jogo. A lição parecia simples, resolver a partida o mais rapidamente possível. Pressão alta sobre os azuis do Restelo. O primeiro sinal de perigo aconteceu no segundo minuto, quando Gelson recuperou uma bola e abriu para Podence, que cruzou para o cabeceamento de Bas Dost por cima da baliza.

O mote estava dado. E o golo surgiu numa grande penalidade cometida por Florent sobre Podence. Veloz, o jogador leonino ganhou posição e acabou empurrado. Nem foi preciso recorrer ao vídeo-árbitro. Chamado a converter o castigo máximo, Bas Dost não perdoou e fez o seu 10 golo em 13 jogos.

O golo acabou por desinibir os jogadores do Belenenses, que começaram a cercar-se da baliza de Rui Patrício, mas era o Sporting que continuava mais perigoso.

Na etapa complementar, os leões entraram sonolentos. Domingos tinha perdido a paciência e trocado Bouba Saré pelo avançado Maurides. Acreditava que podia pontuar em Alvalade.

Piccini com dois cortes soberbos e arriscados anulou dois lances perigosos, um a Florent (47’) e outro a Diogo Viana (53’).
Jesus percebeu que tinha perdido o meio-campo. Sacrificou Podence, que até estava a jogar bem, para fazer entrar Battaglia. Bruno Fernandes subiu para o apoio a Bas Dost.

Os leões equilibraram a guerra do meio-campo e destacou-se Bruno Fernandes. O Belenenses ainda ameaçou com um chapéu de Maurides, mas os lances de maior perigo foram dos leões, primeiro por William Carvalho (78’) e depois por Bryan Ruiz (86’). Triunfo sofrido.

ANÁLISE 
Postura do Belenenses
A equipa de Domingos Paciência foi a Alvalade à procura da vitória. Não se encolheu e até dominou uma boa parte do segundo tempo. Encarou os leões olhos nos olhos.

Adormecimento leonino
O golo madrugador teve um efeito anestesiante na equipa leonina. Efeito que se acentuou mais na segunda parte. Uma apatia que podia ter comprometido a vitória.

Arbitragem segura
Nuno Almeida esteve bem ao assinalar o penálti sobre Podence, por falta de Florent. Teve um critério disciplinar largo. Benefício da dúvida numa possível falta sobre Gelson à entrada da área.

"Somos uma equipa muito pragmática" 
"Foi importante ter vencido. Sabíamos que não ia ser fácil. O Belenenses tem uma organização defensiva muito boa. Esteve muito bem mas praticamente não criou uma chance de golo", disse Jorge Jesus no final do jogo.

O treinador do Sporting prosseguiu depois com a análise ao jogo. "Entrámos muito bem e fizemos um golo de grande penalidade onde não há dúvidas nenhumas. Na segunda parte, sem ter a mesma qualidade de jogo da primeira, tivemos mais oportunidades, pelo William, Bas Dost, Bryan. O Belenenses teve mais bola no meio-campo do Sporting, é verdade, mas isso não é sinal de nada. Não significa nada", disse.

Jorge Jesus deteve-se um pouco mais: "Neste momento somos uma equipa muito mais pragmática e experiente. Montamos a estratégia de jogo em função do resultado. As pessoas gostam mais de ver um ataque constante na área do adversário. Mas quando não se pode tens de ter outras estratégias", referiu. Deixou ainda palavras para os adeptos. "Fiquei extremamente satisfeito com os adeptos da curva sul, atrás da baliza do eterno Vítor Damas, que foi meu colega e sempre foi uma referência como jogador". 

"Demos um cheirete ao Sporting" 
"A partir do penálti o jogo começou a ser outro. Valeu pela segunda parte, o jogo foi aberto e emocionante. Demos um cheirete [fazer o adversário andar a cheirar a bola] ao Sporting na segunda parte", disse Domingos Paciência, técnico do Belenenses.

"Poucos fizeram o que nós fizemos em Alvalade".
Ver comentários