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Correio da Manhã

Desporto
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Leão perde com o Tondela e fica atrás do Benfica

Equipa de Alvalade entrou a dormir e sofreu um golo logo aos 5 minutos; depois teve muita bola mas trabalhou-a mal.
Octávio Lopes 8 de Janeiro de 2019 às 01:30
Sporting e Tondela
Sporting e Tondela
Sporting e Tondela
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Sporting e Tondela
Sporting e Tondela
Sporting e Tondela
Sporting e Tondela
Sporting e Tondela
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Sporting e Tondela
Sporting e Tondela
Sporting e Tondela
Sporting e Tondela
Sporting e Tondela
Sporting e Tondela
Sporting e Tondela
Uma fraca exibição, condimentada com uma confrangedora falta de pontaria, levaram a que o Sporting perdesse (1-2) esta segunda-feira em Tondela, resultado que deixa a equipa atrás do Benfica e a oito pontos do FC Porto, líder da Liga, que visita Alvalade no sábado.

O jogo, aliás, começou praticamente com a defesa verde-e-branca a meter água: Xavier fez gato sapato de Bruno Gaspar, na direita, centrou para Delgado antecipar-se a Acuña e, de cabeça, fazer o 1-0. O Sporting reagiu e foi para a frente, com poucas ideias, sublinhe-se.

Mesmo assim, um centro de Raphinha, na direita, foi parar a Bruno Fernandes que, à entrada da área, arrancou um pontapé de primeira, com a bola a passar perto do poste direito. Seguiram-se longos minutos de domínio sportinguista. Um domínio consentido pelo Tondela, que, no entanto, apenas permitia à formação de Marcel Keizer ter bola sem apoquentar a defesa local.

A bola andava pelos corredores e ia para a área dos beirões com frequência. Só que por essas bandas não andava por lá ninguém vestido de cinzento - a camisola que o Sporting utilizou. No minuto 27, por exemplo, Acuña arrancou um cruzamento que só seria bom se Bas Dost estivesse a jogar. Não estava. O reforço Luiz Phellype estava disponível, mas nem foi chamado aos convocados.

Já o Tondela atacava pouco. Todavia, quando o fazia punha os cabelos em pé à defesa adversária. Foi o que sucedeu aos 35 minutos, numa cabeçada picada de Tomané que Renan desviou para canto. Por parte dos leões, destaque apenas para uma grande defesa de Cláudio Ramos a um cabeceamento de Raphinha, na sequência de um bem medido centro de Bruno Fernandes.

A segunda parte foi quase toda do Sporting. Quase, porque Tomané fez duas fabulosas trivelas. Na primeira, sem ângulo, na direita, obrigou Renan a uma defesa apertada - desviou a bola com uma palmada para a barra. Na segunda aproveitou um mau passe de Acuña e... 2-0. Um golão.

Antes do golo, o Sporting desperdiçou três boas oportunidades: duas de Raphinha (boas defesa de Renan) e uma de Diaby (solto na área atirou ao lado). Depois do golo de Tomané, o Sporting reduziu por Mathieu, que se limitou a confirmar um remate de Montero; viu Diaby acertar no poste, em Cláudio Ramos, e falhar à boca da baliza; e Mathieu, na área, cabecear para as mãos do guarda-redes do Tondela.

Um desperdício que custou 3 pontos.

"Tivemos uma entrada pobre"
"Tivemos uma entrada muito pobre", justificou ontem Marcel Keizer visivelmente insatisfeito com a prestação da equipa. O holandês assumiu que a equipa sentiu "falta de Bas Dost". Sobre a ausência do reforço Luiz Phellype da lista de convocados, Keizer disse que o brasileiro não esteve nos eleitos porque vem da II Liga: "Ainda está a adaptar-se."

O técnico do Sporting diz que os quatro atacantes que apresentou de início eram suficientes para a equipa "marcar e ter outra prestação". Sobre o peso do resultado no clássico da próxima jornada, o holandês salienta que não afeta porque a equipa "trabalhou sem pensar no jogo com o FC Porto".

"A chave esteve no grupo de trabalho. Este jogo vai ficar marcado nas nossas vidas. Ninguém perdeu a cabeça e era fácil fazê-lo. Também soubemos sofrer e isso também faz parte", disse por sua vez Pepa, treinador do Tondela. 

ANÁLISE 
Tomané
Fez duas trivelas. Ambas monumentais. Na primeira, descaído na direita, junto à linha de fundo, obrigou Renan a uma grande defesa. Na segunda, aproveitou uma saída para o ataque falhada do Sporting, para meter a bola na baliza.

Marcel Keizer
Num jogo em que não podia contar com Bas Dost, o técnico do Sporting devia ter chamado Luiz Phelllype. Se tal tivesse sucedido, os leões teriam a possibilidade de colocar em campo uma referência na área, como sucede quando joga o holandês.

Alguns erros
Nuno Almeida teve pela frente um jogo difícil, pela forma como os jogadores protestaram tudo. O erro mais grave foi o amarelo a Acuña, que só fez uma falta. Dúvidas num lance em que Wendel parece ter sido empurrado (22’) na área do Tondela.
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