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Correio da Manhã

Desporto
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Liga avança número de adeptos permitido nas bancadas e explica funcionamento dos jogos-teste

Sónia Carneiro falou do plano gradual que arranca já este fim-de-semana nos Açores
Record 1 de Outubro de 2020 às 11:03
A diretora-executiva da Liga, Sónia Carneiro, explicou esta quinta-feira o plano gradual de fazer regressar os adeptos aos estádios portugueses. O Santa Clara-Gil Vicente dá o 'pontapé de saída' neste teste, com mil pessoas nas bancadas, um número que irá subir gradualmete.

"Queremos fazer jogos-teste num processo evolutivo. Este fim-de-semana, com mil pessoas, sem ultrapassar os 10% de ocupação do estádio. Numa segunda fase, 2.500 pessoas, sem ocupar mais de 20% da capacidade dos estádios e, numa terceira fase, 5 mil pessoas, não ultrapassando os 30%", afirmou Sónia Carneiro que analisou igualmente o impacto da Covid-19 no futebol português.

Os adeptos vão estar separados cinco lugares, mesmo sendo coabitantes, no jogo Santa Clara - Gil Vicente, da terceira jornada da I Liga, que será o primeiro jogo profissional a ter público esta época em Portugal devido à covid-19.

"Será feita a ocupação obrigatória do lugar identificado no ingresso, inclusive entre coabitantes. Os lugares disponíveis serão devidamente sinalizados, através da sinalética 'não sentar' e haverá existência de cinco cadeiras de intervalo entre cada lugar ocupado", afirmou Rui Cordeiro.

Liga de Futebol define três fases para o regresso do público aos estádios
O plano sujeito à evolução da pandemia da covid-19, envolve vários testes pilotos, distribuídos por três fases, num processo "que se quer evolutivo".

A primeira fase, que tem início já no próximo sábado com o jogo Santa Clara-Gil Vicente, com a possibilidade de registar uma assistência de 1.000 pessoas, num estádio com capacidade para 10 mil espetadores.

Numa segunda fase, a LPFP pretende uma assistência máxima de 2.500 pessoas, sem ocupar 20% da capacidade do estádio e, numa terceira fase, 5.000 pessoas sem ultrapassar uma ocupação de 30% do estádio.

"Depois destes testes piloto, o objetivo é conseguirmos a ocupação, de pelo menos, 30% das bancadas de todos os estádios", salientou Sónia Carneiro.

Segundo Sónia Carneiro, os testes pilotos vão permitir à LPFP concluir, em termos de público dos clubes, a forma como chegam aos estádios e os circuitos de acesso e a sinalética que é necessário implementar.

"Sentimos que podemos fazer estes testes e que, seguramente, os faremos com sucesso, porque falamos repetidamente com colegas de outras ligas que já as experimentaram e conseguiram mostrar um comportamento adequado do público", frisou.

Presente na conferência de imprensa, o pneumologista Filipe Froes, coordenador do gabinete de crise da covid-19 da Ordem dos Médicos e consultor da LPFP, salientou: "se queremos dar exemplos de cidadania e responsabilidade individual e coletiva termos de dar essa oportunidade dos adeptos o poderem demonstrar".

Para o médico, a presença de público nos estádios é um "teste à cidadania, responsabilidade individual e coletiva" no combate à pandemia da covid-19, em que todos têm "responsabilidade individuais e coletivas" perante os outros.
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