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Correio da Manhã

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“Não se pode ser super todos os dias”: João Almeida perde liderança e cai para 5º na volta a Itália

Português está agora a 2m16s do novo líder, Wilko Kelderman.
Octávio Lopes 23 de Outubro de 2020 às 08:35
João Almeida
João Almeida FOTO: Tim de Waele/Getty Images
"Não se pode ser super todos os dias”, disse esta quinta-feira João Almeida, depois de ficar em 7º na etapa mais difícil da Volta a Itália, a 4m51 segundos do vencedor, Jai Hindley (Sunweb), e perder a liderança para Wilko Kelderman (Sunweb). O ciclista, de 22 anos, da Deceuninck Quick Step, que andou de camisola rosa durante 15 dias consecutivos, é agora o 5º classificado da geral, a 2m16s de Kelderman.

“As minhas sensações não eram assim tão más. Sentia fadiga, o que é normal, mas os adversários estavam muito fortes. Estou contente com a minha prestação, foi sólida”, acrescentou no final da tirada que passou pelo ‘inferno’ da subida (25 km) ao Stelvio, a 2758 metros de altitude, com muito frio e neve a ladear a estrada.

O jovem corredor afirmou, ainda, que “chorou”na chegada ao topo do Stelvio, por ver “a família e alguns portugueses” a torcer por ele. A mãe e o pai, Ana e Dário Almeida, até pintaram o nome do filho na estrada.

Quanto aos objetivos até final da prova italiana, Almeida adiantou que vai continuar a “tentar” dar o seu “melhor” e que quer manter o atual 5º lugar.

Já Ruben Guerreiro (Education First), de 26 anos, 36º na etapa e 37º na geral, garantiu, matematicamente, a vitória na classificação do prémio da montanha. Será o primeiro português a sagrar-se ‘rei’ dos trepadores numa das três grandes Voltas (Espanha, França e Itália), caso termine o Giro.

Esta sexta-feira realiza-se a 19ª das 21 etapas, que liga Morbegno a Asti, em 258 quilómetros de perfil plano, antes de nova tirada de alta montanha (sábado) e o crono (15,7 km) final, no domingo, em Milão.

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