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"Nem sei onde é Alcochete": Pinto da Costa após ser ouvido em tribunal

Decorre esta terça-feira 32.ª sessão de julgamento do ataque à academia do Sporting.
Débora Carvalho 18 de Fevereiro de 2020 às 07:23
Pinto da Costa chegou ao Tribunal do Porto
Bruno de Carvalho
Pinto da Costa chegou ao Tribunal do Porto
Pinto da Costa (FC Porto)
Pinto da Costa chegou ao Tribunal do Porto
Bruno de Carvalho
Pinto da Costa chegou ao Tribunal do Porto
Pinto da Costa (FC Porto)
Pinto da Costa chegou ao Tribunal do Porto
Bruno de Carvalho
Pinto da Costa chegou ao Tribunal do Porto
Pinto da Costa (FC Porto)
O presidente do FC Porto, Pinto da Costa, está a ser ouvido, esta terça-feira, como testemunha no julgamento da invasão à academia do Sporting, em Alcochete, que está a decorrer no tribunal de Monsanto, em Lisboa. Esta é a 32.ª sessão de julgamento.

Pinto da Costa está a ser ouvido por videoconferência - a pedido do dirigente do FC Porto - na qualidade de testemunha arrolada pela defesa de Bruno de Carvalho, presidente do clube lisboeta à data dos factos.

Durante a manhã ocorreu a audição de Carlos Vieira, vice-presidente da Direção do Sporting, na presidência de Bruno de Carvalho, Eduardo Barroso, antigo presidente da Mesa da Assembleia Geral do clube de Alvalade, João Trindade e José Carlos Estorninho, antigos conselheiros do SCP, e José Ribeiro, ex-assessor da SAD do SCP.

Será ainda ouvido Jorge Fonseca, campeão mundial de judo e atleta do SCP. A inquirição dos pais de Bruno de Carvalho está também prevista para a tarde desta terça-feira. 

Acompanhe ao minuto

15h37 - 
Começa a ser ouvido o arguido Sérgio Costa, que tapou a cara por causa dos jornalistas. Sobre isto é questionado pela juíza se "é alguma figura pública".

Sérgio Costa continua ser questionado e revela ter falado com o Jorge Jesus, porque tinha ido lá [à Academia] "para ver um treino".

"Tinha a cara tapada quando entrou no edifício?", pergunta a juíza. O arguido responde que "só tinha o capuz" quando estava a falar com Jorge Jesus.

15h25 -
Terminou o interrogatório a Rui de Carvalho.

15h11 -
A recordar a altura do ataque, Rui de Carvalho revela que "ainda hoje a família sofre" por causa disso. 

Depois do ataque "houve um achincalhamento que fez o crime ainda mais hediondo", diz relembrando o que foi dito na altura pelo Presidente da República e por Ferro Rodrigues: "aquilo que Marcelo Rebelo de Sousa e Ferro Rodrigues disseram é algo que nunca me passaria pela cabeça. Ferro Rodrigues Nem sabia o que efetivamente tinha acontecido".

"O Bruno continua a amar o Sporting", garante.

14h59 -
Continua o interrogatório ao pai de Bruno de Carvalho. 

O advogado questiona o progenitor sobre como estava o filho na altura das publicações no Facebook. Rui de Carvalho diz que o filho "não estava a perceber bem o que se passava".

Rui de Carvalho refere ainda os vários jantares que eram feitos com jogadores que eram como "uma família". "E de um dia para o outro desaba o céu. Isto não dá para uma pessoa ficar furiosa, mas triste", continua.

"Quem conhece o Bruno sabe que essa de lançar a toalha do chão não existe", explicou Rui de Carvalho, acrescentando que quando o filho quer as coisas, "faz tudo".

"Em algum momento podia tomar uma atitude de cintura jogadores?", questiona o advogado. Pai de Bruno de Carvalho defende o filho dizendo que o "Bruno nunca seria capaz. Eu conheço o meu filho. O Bruno sempre mostrou uma humanidade excecional. Quem ganharia com isto? Ele é inteligente para perceber que perderia".

14h57 -
À saída do Tribunal do Porto, Pinto da Costa prestou declarações aos jornalistas onde revelou que foi questionado se conhecia Bruno de Carvalho e outros presidentes do Sporting.



Ao longo do seu discuro, o atual presidente do FC Porto referiu ainda que "sinceramente não percebi bem porque é que vim cá".

14h53 -
Terminou a inquirição a Pinto da Costa e começa a ser ouvido o pai de Bruno de Carvalho, Rui de Carvalho.

Advogado questiona o pai do ex-presidente do SCP se falou com ele sobre as publicações no Facebook.

14h41 -
Pinto da Costa começa a ser interrogado, via videoconferência, no Tribunal do Porto. Incialmente, o atual presidente do FC Porto começa por referir que não conheço os arguidos, exceto Bruno de Carvalho.

Pinto da Costa está a ser questionado pelo advogado de Bruno de Carvalho, Miguel Fonseca. "Há quantos anos é presidente?", pergunta. Presidente dos Dragões responde que "em abril faz 38 anos".

O interrogatório continua: "A seguir a João Rocha, ficou-lhe na memória algum presidente?". Pinto da Costa refere que sempre teve "excelentes ligações com todos".

Começam agora as perguntas sobre a invasão a Alcochete. "Tem ideia disso?", pergunta Miguel Fonseca. 

Ao longo da sua resposta, Pinto da Costa revela que "havia um ambiente que nunca percebi bem. Porque tinha tido 90% dos votos e, de repente, já não o queriam como presidente".

14h18 -
O advogado de Bruno de Carvalho fez saber que o seu cliente não vai marcar presença nesta sessão de julgamento, devido a uma doença súbita.

Bruno de Carvalho "está de cama".

13h50 - 
Pinto da Costa chegou ao Tribunal do Porto para depor sobre ataque à Academia do Sporting. O atual presidente do FC Porto vai ser interrogado via videoconferência.

À chegada, Pinto da Costa começou por dizer que está ali presente para responder ao que lhe perguntarem. O presidente dos Dragões foi ainda questionado sobre o caso Marega. 

12h00 -
Termina o interrogatório a Carlos Vieira e acontece agora a pausa para almoço.

11h09 -
Começa a ser interrogado Carlos Vieira, vice-presidente da Direção do Sporting. Primeiras perguntas dizem respeito à reunião de Bruno de Carvalho com Jorge Jesus e com a equipa técnica, um encontro que durou "cerca de duas horas".

"Foi um monólogo?", questiona o coletivo. "Não, foi uma conversa", diz Carlos Vieira, revelando que nesta reunião foi falado que Jorge Jesus já não seria treinador dos leões na próxima época. 

"Falaram sobre o dia seguinte?", questionam. "Houve um entendimento que seria melhor adiar o treino para a tarde. Por sugestão do Raul José", explica.

Carlos Vieira abordou igualmente a situação das publicações no Facebook. Sobre isto, o vice-presidente do clube dos leões disse que Bruno de Carvalho se 'deu à morte': "Havia um mal estar entre os jogadores e o treinador e ele decidiu, por assim dizer, 'dar-se à morte', para ser ele o mau da fita". Estas declarações foram feitas a propósito da publicação de Bruno de Carvalho a seguir ao jogo de Madrid e da chamada em direto para a CMTV.

11h00 -
Eduardo Barroso abandonou o tribunal. À saída prestou algumas declarações aos jornalistas. O antigo presidente da Mesa da Assembleia Geral do clube de Alvalade falou sobre Bruno de Carvalho e também sobre Marega.

"Está cumprido um dever cívico. Respondi às perguntas que me fizeram", disse. Questionado sobre se acredita na inocência de Bruno de Carvalho, o médico referiu apenas que o "o problema da inocência" nada tinha a ver com e ele, que isso era algo que diz respeito ao tribunal.

Barroso abordou ainda os recentes acontecimentos associados a Marega, o jogador do FC Porto alvo de insultos racistas durante um jogo frente ao V. Guimarães. 

O médio afirmou prestar a sua "solidariedade" e criticou ainda aquilo que tem sido dito sobre o assunto por vários "comentadores desportistas xenófobos, racistas".

10h41 -
"Acha que ele em algum momento podia ter pensado em fazer um ataque aos jogadores?", questiona-o o advogado de Bruno de Carvalho.

"Se eu soubesse que ele podia ser o mandante desta atrocidade, eu não estaria aqui", responde Eduardo Barroso.

Ainda antes de terminar a sua inquirição, a história das publicações de Bruno de Carvalho no Facebook foi abordada.

"Na altura dos posts (publicações), nós tentámos parar aquela espiral. Alertei-o para erros graves que estava a cometer, ele estava a entrar numa espiral de destruição".

10h38 -
Barroso continua a responder ao coletivo de juízes e recorda que não teve "logo a dimensão do que tinha acontecido. Fiquei deprimido".

O médico relembra ainda que conheceu Bruno de Carvalho "antes das eleições de 2011". "Foi ter comigo a casa um dia às, 19h00. Ficou em minha casa até às 04h00. Não o conhecia de lado nenhum", revela acrescentando que recebeu mais tarde um convite para concorrer à presidência da Mesa da Assembleia Geral.

10h26 -
Começa a ser ouvido Eduardo Barroso, médico cirurgião que esteve dois anos nos Órgãos Sociais do SCP.

Advogado de Bruno de Carvalho, Miguel Fonseca, é que está a fazer as questões. Começa por questionar Barroso sobre uma frase proferida após o ataque.

"Só descansam quando ele [Bruno de Carvalho] estiver preso ou morto": o médico recorda ter dito isto depois do ataque, acrescentando que na Comunicação Social os comentadores "falavam mal" do ex-presidente dos verdes e brancos.

10h22 -
O ex-acessor revela que Carlos Vieira, vice-presidente da Direção do Sporting, lhe disse, no dia 14, que Bruno de Carvalho iria no dia 15 à Academia, às 17h00, para reunir com os jogadores e a equipa técnica.

10h03 -
José Ribeiro começa por contar que foi ele que avisou Bruno de Carvalho sobre a invasão a Alcochete. "O Bruno não estava a acreditar", diz o ex-acessor acrescentado que o ex-presidente do clube dos leões ligou depois a televisão para ver o que estava a acontecer.

José Ribeiro recorda que Jorge Jesus "não queria que Bruno fosse à Academia", mas depois de o presidente "ainda ponderar", acabou por ir com André Geraldes.

09h56 -
Começou a 32.ª sessão de julgamento. José Ribeiro, ex-acessor da SAD do SCP é o primeiro a ser ouvido. Esta testemunha responde às questões a partir do Brasil.

Ao longo do julgamento, que começou em 18 de novembro de 2019 e decorre no tribunal de Monsanto por questões de logística e segurança, já foram ouvidas mais de 60 testemunhas. 

O processo tem 44 arguidos, acusados da coautoria de 40 crimes de ameaça agravada, de 19 crimes de ofensa à integridade física qualificada e de 38 crimes de sequestro, todos estes (97 crimes) classificados como terrorismo.

Bruno de Carvalho, 'Mustafá', líder da Juventude Leonina, e Bruno Jacinto, ex-oficial de ligação aos adeptos do Sporting, estão acusados de autoria moral de todos os crimes ligados ao ataque que aconteceu a 15 de maio de 2018..

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