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Correio da Manhã

Desporto
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Rúben Dias oportunista vale vitória para Portugal

Equipa de Santos entra à campeão da Europa na segunda-parte e vira o resultado. Depois adormece, erra na defesa e os croatas empatam. Até que Rúben Dias aproveita um falhanço do guarda-redes Livakovic e ... 3-2.
Octávio Lopes 18 de Novembro de 2020 às 08:52
Cristiano Ronaldo , com Lovren por perto, remata de cabeça no jogo de ontem em Split
Cristiano Ronaldo , com Lovren por perto, remata de cabeça no jogo de ontem em Split
Portugal venceu (3-2) esta terça-feira a Croácia, em Split, no último jogo do grupo 3 da Liga das Nações, em que ficou na 2ª posição, atrás da França, que segue para a final four. A vitória aceita-se, mas foi conseguida com uma exibição a roçar o cinzento-escuro.

O jogo começou lento e durante dez minutos foi um autêntico bocejo. Depois, a coisa melhorou. A bola passou a rondar e a entrar nas áreas. Diogo Jota, num centro de Bruno Fernandes, só não marcou porque um croata cortou na hora h. Logo a seguir, Ronaldo falhou a cabeçada, após boa abertura de Mário Rui. A Croácia respondeu com dois lances perigosos: no primeiro, Rúben Dias tirou o pão da boca a Pasalic; no segundo, Rúben Semedo errou um corte na área, a bola sobrou para Pasalic centrar para Kovacic rematar - Rui Patrício defendeu para a frente e na recarga o mesmo Kovacic não perdoou. Estavam passados 29 minutos de um futebol pouco vistoso. Até ao intervalo, a qualidade subiu um pouco. Os croatas tiveram uma boa chance de ampliar, mas Juranovic cabeceou torto só com Patrício pela frente. Portugal também criou perigo numa bomba, na área, de Danilo, à figura de Livakovic; e numa excelente abertura de Ronaldo para João Félix, que terminou num passe infantil para o guarda-redes.

Após o intervalo, Portugal entrou à campeão da Europa: a mandar. E, sem deslumbrar, mandou tanto que virou o resultado: 1-1 por Rúben Dias, na sequência de um livre envenenado de CR7 que Livakovic não segurou, e 2-1, por João Félix, a concluir uma jogada em que a bola foi à mão de Diogo Jota. Como na Liga das Nações não há VAR e a equipa de arbitragem não viu, o golo valeu.

Assim que a equipa se apanhou a ganhar, e a jogar contra dez, os lusos relaxaram e cometeram erros a defender. Os croatas aproveitaram e chegaram ao 2-2, por Kovacic, num remate fora da área. Portugal sentiu o golo e demorou a reagir. Mas reagiu. Criou boas oportunidades, que desperdiçou. A mais escandalosa, por Bernardo Silva, que, a meio metro do risco fatal, atirou por cima, após um remate de Trincão que Livakovic não segurou. E já estavam todos conformados com o empate quando Livakovic deixou escapar a bola das mãos num centro de Moutinho. Rúben Dias andava por perto e fez o 3-2.

análise
+ Triunfo luso
Foi um dos tais jogos que valeu mais pela vitória do que pela exibição. A espaços, no entanto, houve alguns pormenores à craque: de CR7, Trincão e João Félix.

- Bernardo Silva
Quando Bernardo Silva vir as imagens do golo que falhou, voltará certamente a levar as mãos à cabeça, como fez no campo. A meio metro da linha de golo... atirou por cima.

Erro muito grave
Michael Oliver estava a fazer uma boa arbitragem até que estragou tudo ao validar o 2º golo de Portugal - devia ter sido invalidado, já que Diogo Jota tocou na bola com a mão, antes de a passar a João Félix.

“temos de ser melhores”
“Cinco jogos sem sofrer golos e depois pomo-nos a jeito. Fomos justos vencedores, mas temos de ser melhores”, afirmou ontem Fernando Santos. O selecionador nacional pediu mais intensidade aos jogadores: “Futebol é muito bonito, mas é para ganhar jogos. Se é só para mostrar não serve para nada.”
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