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Correio da Manhã

Desporto

São estes os sete pecados capitais de João Félix aos olhos dos espanhóis

Jornal 'Marca' analisa percurso do português um ano depois de ter chegado ao Atlético Madrid.
5 de Julho de 2020 às 17:03
João Félix
João Félix FOTO: EPA/MARISCAL
Os 127 milhões que o Atlético Madrid pagou ao Benfica por João Félix há um ano foram notícia em todo o Mundo e o jogador passou a ser o centro das atenções. Vale o dinheiro? Não vale? Marca golos? É craque? Estas são algumas da questões que os adeptos do clube colchonero, e não só, esperavam ver respondidas. Um ano depois, o jornal 'Marca' analisou os desempenhos do internacional português e identificou-lhe sete pecados capitais.

1 - Irregularidade
Félix tem um talento inato, escreve o jornal, é um jogador diferente mas não o mostrou de forma contínua. Na pré-época atingiu um nível muito alto, que fazia esquecer a saída de Griezmann para o Barcelona, mas as lesões que sofreu em outubro e em janeiro acabaram por atrasar a sua adptação. A paragem causada pela pandemia complicou ainda mais as coisas e agora  continua a alternar o nível das suas exibições.

2 - Murro na mesa
Villarreal e Sevilha, em casa, e Liverpool, em Anfield, foram provavelmente os jogos em que melhor mostrou todo o seu potencial, diz o mesmo jornal. Mas continua a faltar-lhe uma atuação de estrela num jogo de grande nível. Não o conseguiu frente ao Real Madrid nem diante do Barcelona.

3 - Pólvora seca
No Benfica mostrou veia goleadora - marcou 20 golos em 43 jogos - mas em Madrid os seus números são mais discretos. É o segundo melhor marcador da equipa, com 8 golos (seis no campeonato e dois na Liga dos Campeões), mas exigia-se mais. Jogou 2.415 minutos em 34 jogos e tem uma média de 0,23 golos por encontro. Marca um golo a cada 301,8 minutos.

4 - Individualismo excessivo
A falta de golos não se explica pela falta de oportunidades, escreve a 'Marca', pois acaba por rematar praticamente cada bola que lhe chega aos pés. Acontece vermos um companheiro mais bem posicionado mas João Félix prefere atirar à baliza. Em alguns momentos, acrescenta o jornal, o individualismo do português chegou a causar algum mal-estar no balneário."

5 - Ambição desmedida
O preço da sua transferência é um fardo pesado. E o facto de se dizer que é um futuro Bola de Ouro também. Por isso, acrescenta a 'Marca', tem a obsessão de brilhar de forma imediata, esquecendo-se do coletivo. 

6 - Birras
Também não valorizam João Félix os gestos e reações em que mostra impaciência quando Diego Simeone o tira do campo, quando o treinador lhe pede que jogue pela ala ou quando um companheiro de equipa não consegue colocar-lhe a bola nos pés como quer. Mesmo quando joga na posição que mais gosta, escreve a 'Marca', não rende o suficiente para poder reivindicar mais protagonismo. O aborrecimento que evidenciou quando se dirigiu para o banco no jogo com o Maiorca só podia ser consigo mesmo, pois devia refletir na atuação que teve.

7 - Sacrifício
Se na primeira parte da época foi substituído por falta de 'pulmão', agora não tem outro remédio que não seja cerrar os dentes e lutar. O segundo golo frente ao Maiorca foi um exemplo disso, adianta o jornal: enquanto se lamentava depois de ter perdido a bola, Koke recuperava-a, passava-a a Llorente, que por sua vez assistiu Morata para um golo.
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