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Correio da Manhã

Desporto
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Teoria de Darwin impera em triunfo sofrido do Benfica na Polónia

Avançado uruguaio apontou três dos quatro golos da vitória frente ao Lech Poznan.
Mário Figueiredo 23 de Outubro de 2020 às 01:30
Darwin fez um túnel ao defesa polaco e rematou para golo, o terceiro do Benfica e o segundo da sua conta pessoal
Jorge Jesus elogiou Darwin
Darwin fez um túnel ao defesa polaco e rematou para golo, o terceiro do Benfica e o segundo da sua conta pessoal
Jorge Jesus elogiou Darwin
Darwin fez um túnel ao defesa polaco e rematou para golo, o terceiro do Benfica e o segundo da sua conta pessoal
Jorge Jesus elogiou Darwin
O Benfica estreou-se esta quinta-feira na fase de grupos da Liga Europa com um triunfo sofrido frente ao Lech Poznan, na Polónia, numa partida em que Darwin apontou três golos.

Jorge Jesus mexeu na equipa colocando Gilberto no lugar do lesionado André Almeida e optou por Taraabt em detrimento de Rafa. Os encarnados entraram bem no jogo e colocaram-se em vantagem logo aos nove minutos, com Pizzi a converter um penálti, que castigou uma mão de Moder. Quem pensou que o Benfica estava lançado para um noite europeia tranquila enganou-se.

A defesa das águias esteve mal, insegura e com tendência para complicar o que parecia fácil. O golo do empate, pelo inevitável Ishak, serviu de aviso. Mas foi a bola na trave de Jakub Moder quem parece ter acordado a formação de Jesus.

Darwin já tinha revelado bons pormenores, mas o melhor ainda estava para vir. No primeiro golo saltou bem alto e fez o 2-1, na sequência de um cruzamento de Gilberto. Na etapa complementar, Jesus exigiu mais da equipa, e Waldschmidt viu Crnomarkovic negar-lhe um golo em cima da linha.

O ataque trabalhava e a defesa complicava. E de que maneira. Ishak acabou por bisar e empatar de novo a partida, na recarga a uma primeira defesa de Odysseas. Esta quinta-feira foi demasiado fácil marcar ao Benfica. A sorte foi mesmo o acerto de Darwin. Na seleção natural foi ele o mais apto. Aliás, o 3-2 foi uma obra de arte. Recebeu a bola dentro da área, rodopiou, e rematou para o fundo da baliza. Jesus respirava de alívio.

Os polacos reagiram e as águias passaram por dificuldades inesperadas. Valeu neste período Odysseas, que ia colmatando as falhas da defesa.

Mas a noite era de Darwin. O uruguaio fechou o marcador em 4-2, completando o hat-trick de cabeça. O resultado é enganador, pois a águia sofreu para vencer.

análise
Golos de Darwin
O avançado mostrou-se confiante e fez um hat-trick num jogo em que foi decisivo. No primeiro golo subiu bem alto e cabeceou certeiro; no segundo rodopiou e rematou forte; fez o terceiro de cabeça. Impecável.

Defesa a tremer
A defesa do Benfica foi o elo mais fraco da equipa. Os laterais (Gilberto e Grimaldo) atacam melhor do que defendem, mas Otamendi e Vertonghen deram muito espaço aos adversários.

Permissivo
O árbitro esteve bem nos lances que podiam gerar mais polémica, mas revelou-se demasiado permissivo no capítulo disciplinar. Deixou os possantes jogadores polacos utilizarem o físico sem que os admoestasse com o respetivo cartão amarelo.

“acertámos em cheio”
“Estou feliz pelo Darwin ter feito golos. Toda a qualidade que ele mostrou em Portugal merecia golo. Isto é para ele uma dose de confiança. Acertámos em cheio. Vai ser um jogador de top”, disse esta quinta-feira Jorge Jesus.
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