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Correio da Manhã

Desporto
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TERCEIRO ÊXITO DE CIPOLLINI COM A MAIA EM BOM PLANO

A Milaneza/Maia manteve o quinto lugar na geral de equipas após a etapa de ontem (a 7ª), disputada entre Jaén e Málaga, na distância de 196,8 quilómetros, na qual o sprinter italiano Mário Cipollini, da Acqua & Sapone, averbou a sua terceira vitória nesta 'Vuelta' a Espanha, batendo mais uma vez o alemão Erik Zabel (Telekom).
14 de Setembro de 2002 às 01:13
Angel Edo foi o melhor classificado da formação da Maia, ao terminar dentro dos dez primeiros, concretamente na décima posição, como tem vindo a ser hábito nas chegadas em pelotão. Não foi ainda desta que conquistou um lugar nos cinco da frente, mas tem a virtude de tentar lá chegar.

Estas chegadas em pelotão, com o mesmo tempo para todos os corredores que dele fazem parte, tem a particularidade de deixarem as classificações praticamente na mesma. Nestas condições, Oscar Sevilla (Kelme) conserva a camisola dourada de líder, mantendo-se na sua peugada Vinokourov (a 14s) e Heras (a 39s.).

No que respeita aos corredores maiatos, que entraram todos no pelotão, Moller, Jeker, Rui Sousa e Horrach conservaram as suas posições, enquanto Lavarinhas, João Silva, Vitoriano, Mauri e Edo desceram alguns lugares na tabela.

José Azevedo, também chegou no grande pelotão, e continua em 42º com os mesmos 8m 41s de atraso. O quarteto constituído por German Nieto, Nicolas Portal, Mariano Piccoli e Van Goolen esteve em foco neste tirada com uma fuga que se prolongou por 143 km, tendo sido anulada a 30 Km da meta.
Hoje corre-se a 8ª etapa, de 173,6 Km, entre Málaga e Ubrique, num regresso à montanha.

MAIS MONTANHA

Numa etapa sem grandes dificuldades como a de ontem, e após duas jornadas deveras exigentes, não eram esperadas quaisquer alterações.

José Azevedo sublinhou que se sentiu melhor que na véspera, “onde a equipa da Once teve um dia menos bom, mas vamos continuar a lutar pelo primeiro lugar para Beloki, pois falta muito para chegar a Madrid e nada está perdido.”
Klaus Moller, o melhor classificado da Milaneza/Maia, que receia os efeitos do calor que vem suportando, acrescenta que “a etapa de amanhã (hoje) vai ser muito complicada e pode trazer algumas surpresas”.

Por seu lado Manuel Zeferino, director maiato, entende que na etapa de hoje “é necessário muita atenção visto tratar-se de uma etapa muito traiçoeira de sobe e desce constante, com uma ponta final onde a montanha vai fazer, seguramente, muitos estragos, mas acredito que voltaremos a estar com os da frente.”
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