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Correio da Manhã

Desporto
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A maldição e um letão: Dragões continuam sem vencer em inglaterra

FC Porto entra com uma derrota por 3-1 na Liga dos Campeões.
Sérgio Pereira Cardoso 22 de Outubro de 2020 às 01:30
Manchester City vs. FC Porto
Manchester City vs. FC Porto
Manchester City vs. FC Porto
Manchester City vs. FC Porto
Manchester City vs. FC Porto
Manchester City vs. FC Porto

A maldição perdura. O FC Porto entra com uma derrota na Liga dos Campeões, mantendo-se o registo de zero vitórias em Inglaterra.

Os dragões até surpreenderam e foram os primeiros marcar, mas os homens da casa deram a volta com uma força letal e outra de um letão, o árbitro.

Para enfrentar o endinheirado Golias de Manchester, Conceição colocou um 5x4x1 defendido nos 15’ iniciais em modo trincheira, pronto a atacar qualquer erro do inimigo. E a estratégia começou por resultar em pleno. Falha de Rúben Dias na saída de bola e corrida maradoniana de Luis Díaz com finalização de mestre. Tiro ao canto e 0-1 para os dragões.

Estava organizado o FC Porto e sem grande bússola ofensiva o City, que foi norteado por um letão. Lance perigoso na área dos dragões e Gundogan pisa Marchesín - o jogo prossegue e acaba em penálti de Pepe. A falta não podia ser mais clara (o árbitro viria a dar amarelos por entradas idênticas), mas o vídeo-árbitro mandou bater. Marché ainda tocou na bola disparada por Aguero, só que de forma insuficiente. Empate.

O golpe não derrubou os pupilos de Conceição, que se mantiveram estoicos e até se esticaram na pressão à construção do City. Uribe (22’) atirou por cima, Zaidu (33’) à figura, Marega dispôs da melhor oportunidade e tentou servir um companheiro. Salvou, então, Rúben Dias. Pelo meio, Pepe ainda pediu um penálti por empurrão nas costas, mas o intervalo chegaria com 1-1.

Oportunidades, só por si, não ganham jogos. O FC Porto tinha razões para ir para o balneário de peito cheio, faltava era mais uma parte. E o City acabaria por ser mortífero. Gundogan espreitou o golo logo aos 49’, mas Marchesín respondeu com grande classe.

Díaz ainda deu mais uma corrida até rebentar e sair para o lugar de Manafá. Apertou o City, foi abaixo o Dragão. Falta de Fábio Vieira junto à área e eficácia de Gundogan. Era o fim da organização portista e quase o descalabro. Ferrán Torres aumentou com facilidade para o 3-1. Sérgio Conceição mexeu de todas as formas e feitios, mas já era o caos em campo. Derrota em Inglaterra, mantém-se a maldição azul-e-branca.

Em análise
Entrada de campeão
Conceição merece elogios pela forma como montou a equipa, com um trio defensivo concentrado e os homens da frente prontos a aproveitar erros na saída de bola do City. Enquanto durou, Díaz partiu a loiça toda. No final, Marché evitou males maiores.

45 minutos não chegam
Os erros do árbitro não justificam tudo. A segunda parte portista é insuficiente e isso pagou-se caro. Quando começou a faltar o gás, abriram-se buracos. Manafá voltou a não entrar bem no jogo e depois do 3-1 foi o caos em campo da parte dos azuis-e-brancos.

Um erro incompreensível
Há falta clara sobre Marchesín - um pisão -, logo antes do penálti de Pepe que dá o 1-1. À falta de visão do árbitro, o VAR deveria ter intervindo. Dúvidas num eventual empurrão sobre Pepe na área. Há falta de Vieira no 2-1, mas deixou passar situações idênticas ao City.

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