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Correio da Manhã

Desporto
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Águia faminta goleia Portimonense e sobe à liderança do campeonato

Benfica, com várias alterações face ao jogo de Tondela, voltou às boas exibições.
Filipe António Ferreira 31 de Outubro de 2019 às 08:51
Vinícius é o segundo melhor marcador das águias (4 golos) na Liga, atrás de Pizzi (6)
Rúben Dias faz o 2-0 na Luz
Folha, treinador do Portimonense
Bruno Lage, treinador do Benfica, pediu aos adeptos que apoiem os jogadores
Vinícius é o segundo melhor marcador das águias (4 golos) na Liga, atrás de Pizzi (6)
Rúben Dias faz o 2-0 na Luz
Folha, treinador do Portimonense
Bruno Lage, treinador do Benfica, pediu aos adeptos que apoiem os jogadores
Vinícius é o segundo melhor marcador das águias (4 golos) na Liga, atrás de Pizzi (6)
Rúben Dias faz o 2-0 na Luz
Folha, treinador do Portimonense
Bruno Lage, treinador do Benfica, pediu aos adeptos que apoiem os jogadores
O Benfica subiu esta quarta-feira à liderança isolada na Liga portuguesa ao golear em casa o Portimonense por 4-0 e beneficiar do empate do FC Porto na Madeira. Uma vitória segura e expressiva que começou a ser construída, de novo, num lance de bola parada.

Surpresa de Bruno Lage ao mudar quatro jogadores em relação à última jornada (vitória em Tondela, 0-1). Ferro, Florentino, Pizzi e Seferovic foram preteridos. As águias entraram a dominar, mas foi primeiro o Portimonense a levar calafrios à baliza de Odysseas. Anzai surgiu nas costas de André Almeida mas o grego voltou a ser decisivo.

Depois de sofrer um aperto, o Benfica acabou por ser feliz, à semelhança do que tinha acontecido na última jornada. De novo de bola parada, o Benfica fez o 1-0 por André Almeida. A única diferença face ao jogo de Tondela, no último fim de semana, foi que as águias dominaram sempre o meio-campo, sempre de olho nas transições rápidas.

No começo do segundo tempo, os encarnados mataram o jogo e de novo por um defesa: Rúben Dias, no sítio certo, após cruzamento perfeito de Grimaldo. Com o lado esquerdo das águias a funcionar na perfeição, o Benfica abafou como quis um adversário que se cedo se rendeu à superioridade dos homens de Bruno Lage.

Desta vez nem a relva – que se aguentou bem apesar da chuva – serviu de desculpa. Os campeões nacionais não passavam por apuros atrás e na frente acabou por surgir o senhor 17 milhões. Carlos Vinícius bisou em duas arrancadas perfeitas a passes açucarados de Grimaldo e Chiquinho.

O Benfica mostrou a qualidade pedida pelo seu treinador e exigida pelos adeptos no último jogo em Tondela. Lage continua com registos impressionantes na Liga: 28 jogos, 26 vitórias, 93 golos marcados e 19 sofridos. Agora, no papel de líder isolado, os encarnados têm pela frente o Rio Ave.

ANÁLISE
Segunda parte
O golo logo a abrir o segundo tempo desbloqueou em definitivo o triunfo expressivo, que nunca esteve em causa. Benfica é já o melhor ataque e a melhor defesa da Liga.

Gedson destoou
Numa exibição global bem conseguida, Gedson foi aquele que esteve alguns furos abaixo dos restantes colegas. Muitos cruzamentos falhados e pouca dinâmica ofensiva.

Noite tranquila
Sempre muito perto dos lances. Uma mão na área do Portimonense gerou protestos entre os encarnados, mas Manuel Mota ajuizou bem. O lance do 4-0 provocou dúvidas pelo posicionamento de Vinícius. VAR validou a decisão.

"Esta equipa trabalha muito"
"Que ninguém duvide: esta equipa trabalha muito, perde muito tempo a analisar adversários, no lado estratégico e a tentar evoluir a sua forma de jogar. Este é o caminho: trabalho", disse esta quarta-feira Bruno Lage, na flash interview, após a goleada (4-0) ao Portimonense.

"Os adeptos têm de puxar pela equipa, a equipa tem de puxar pelos adeptos. Sermos apenas um nos 90 minutos e no final sermos julgados. De dois em dois dias vamos a julgamento, que é o nosso trabalho", acrescentou o técnico do Benfica.

"O primeiro golo deu-nos mais confiança, a reentrada na segunda parte foi muito forte com novo golo e depois o jogo, com outro espaço, ficou a nosso favor", explicou o treinador, que não foi muito expansivo a comentar a liderança do campeonato, nem o facto de ter a melhor defesa e o melhor ataque da I Liga: "É pensar no próximo jogo, contra o Rio Ave."

"O Portimonense tem qualidade tática e coletiva enorme, com um 5x4 a defender que nos obrigou a ter paciência. E foi o que fizemos", finalizou.

"Quando o Benfica se solta as coisas podem acontecer"
"Por muito que se alerte, 30 segundos depois do intervalo sofremos outro golo de bola parada. Aí fica muito difícil, o Benfica solta-se e as coisas podem acontecer. Nos últimos dois golos falhou a nossa pressão coletiva", disse António Folha, treinador do Portimonense. "Podíamos ter marcado primeiro e devíamos ter resolvido melhor no último terço", lamentou o técnico dos algarvios.

Simões ao lado do técnico
"Bruno [Lage] começa a fazer história. Oxalá seja grande, e que continue a ter sucesso, porque já mostrou que tem jeito para isto", disse esta quarta-feira António Simões, antiga glória do Benfica e da seleção nacional, à RR. O ex-jogador admitiu contudo que o Benfica precisa de aperfeiçoar o nível exibicional para "melhorar a confiança".

Grimaldo
Duas assistências e intervenção decisiva no último da noite. Entendimento com Cervi muito perto do que já foi no passado e isso nota-se na segurança do flanco esquerdo encarnado.

Grimaldo mostra a passadeira a Vinícius
o Odysseas – Sempre que é chamado está lá. Grande defesa no único lance de perigo do Portimonense.
o André Almeida – Muitos cruzamentos disparatados antes da redenção. Golo de cabeça após desvio de Gabriel. Esteve no lance do 2-0.
o Rúben Dias – Uma desatenção que podia ter custado caro. De resto, cumpriu sem deslumbrar.
o Jardel – Regresso do brasileiro ao onze. Nota-se que a velocidade já não é o que era. Ainda assim o posicionamento ajudou a evitar calafrios.
o Samaris – Regresso na Liga mais de dois meses depois. Importante a travar as transições do Portimonense.
o Gabriel – Boa exibição do brasileiro. Recuperou inúmeras bolas e lançou várias vezes o ataque. Decisivo no 1-0.
o Gedson – No papel de Pizzi, foi praticamente inexistente. Um remate com perigo.
o Cervi – Terceiro jogo consecutivo a titular. Bela partida do argentino. Sobe e desce constante pela esquerda.
o Chiquinho – Foi dele o primeiro lance de perigo num remate por cima. Assistência primorosa no 4-0. Justificou a titularidade.
o Vinícius – Poucas vezes tocou na bola e marcou dois golos. Verdadeiro matador.
o Seferovic – Não se viu.
o Jota – Cabeçada perigosa.
o Pizzi – Pouca bola.
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