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Correio da Manhã

Desporto
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Benfica à margem da fraude com empresário

Agente do avançado que jogou nas águias usou um clube cipriota para inflacionar o preço de vários jogadores desde 2015.
João Moniz 27 de Fevereiro de 2020 às 08:28
Jovic
Luka Jovic
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Luka Jovic
Jovic
Luka Jovic
O Benfica não foi contactado por qualquer autoridade, nacional ou estrangeira, para esclarecer a contratação de Jovic, apurou o CM. O avançado sérvio chegou à Luz no fim de janeiro de 2016, a troco de 6,6 milhões de euros, proveniente do Apollon Limasol, clube cipriota onde nunca jogou e que, apenas alguns dias antes, pagara 2 milhões ao Estrela Vermelha. Não se impôs nas águias e foi emprestado e vendido aos alemães do Eintracht Frankfurt, daí seguindo para o Real Madrid.

Outras promessas da Sérvia ou da Roménia fizeram um percurso semelhante ao de Jovic, num esquema da empresa Primus Consultance (ex-Lian Sports), dos empresários Fali Ramadani (albanês e agente de Seferovic) e Nikola Damjanac, que remonta, pelo menos, a 2015: avisada do interesse de clubes das principais ligas nesses jovens, a empresa fingia que eles tinham sido contratados pelo Apollon ou por outros clubes que controlava para inflacionar o preço.

Os ganhos foram usados para adquirir imóveis em Espanha, país onde Ramadani e Damjanac foram ontem constituídos arguidos por branqueamento de capitais e fraude fiscal.
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