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Correio da Manhã

Desporto
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Benfica vence Estoril e avança para a final da Taça no Jamor

Com a passagem bem encaminhada, o Benfica foi sério e só pecou na hora de atirar à baliza.
Sérgio Pereira Cardoso 5 de Março de 2021 às 01:30
Chiquinho , um dos benfiquistas que mais se destacou ontem, tenta vencer a oposição de André Franco
Chiquinho , um dos benfiquistas que mais se destacou ontem, tenta vencer a oposição de André Franco
Confirmado. A parte mais difícil já havia sido feita na primeira mão (1-3) e o Benfica colocou mais dois carimbos, de Gonçalo Ramos e Waldschmidt, no passaporte para a final da Taça de Portugal, com o Sp. Braga, no Jamor.

E é precisamente para o Jamor que as águias têm marcado o próximo jogo da Liga, segunda-feira, com o Belenenses. Nesse sentido, Jorge Jesus mexeu, mas até mais do que o esperado: foram dez as mudanças no onze. Sobrou Lucas Veríssimo da vitória (2-0) com o Rio Ave.

Pedrinho surgiu a segundo avançado, atrás de Gonçalo, e foi o primeiro a dar nas vistas numa entrada bem forte do Benfica. O remate foi defendido por Thiago, que viria a repetir esse feito inúmeras vezes.

O Estoril, que, note-se, também fez poupanças a pensar na subida, lá conseguiu libertar-se da pressão e começou a sair a jogar, como tanto gosta. Levou foi a predileção ao extremo. Hugo Gomes trouxe uma prenda pelos 117 anos do Benfica e Chiquinho entregou-a ao menino Gonçalo Ramos, que fez o 1-0.

Um 1-0 que se manteve quase até final. E porquê? Porque os encarnados voltaram a facilitar na hora de atirar à baliza. Pizzi, Chiquinho, Pedrinho, Nuno Tavares e Everton tiveram belíssimas oportunidades para avolumar o resultado, mas seria Waldschmidt, nas calmas, a fazer o resultado que confirma a presença encarnada na final.

Análise
+Revolução foi pacífica

Revolução foi pacífica Jesus fez dez mudanças no onze, mas o carrossel não foi para brincadeiras. Boa dinâmica e agressividade de atletas menos utilizados - até fizeram mais oito faltas do que o Estoril. Cumprido objetivo de ir à final.

- Tanto desperdício
Mais uma vez, o Benfica a apresentar uma espécie de ‘golofobia’. Criou oportunidades para um resultado mais gordo, mas desperdiçou muito e nem tudo foi mérito do inspirado guarda-redes estorilista Thiago.

Gestão com tranquilidade
Não houve grandes lances para decidir no encontro de ontem, perdoou uma ou outra falta aos jogadores estorilistas - Pedrinho que o diga. Manteve uma gestão tranquila da questão disciplinar, apenas mostrando amarelos em claras situações de cortes de transições potencialmente perigosas. Arbitragem globalmente positiva.

Destaques
Chiquinho
Sempre que ligou o turbo para arrancadas, criou problemas e encontrou espaços na defesa adversária. Entregou o golo inaugural a Gonçalo Ramos e esteve perto de também marcar aos 60’, na sequência de um livre estudado. Aproveitou a oportunidade dada por Jesus.

Gonçalo Ramos
Embrulhou-se um par de vezes com a bola ao tentar uma finta a mais, mas não perdoou quando a verdadeira oportunidade surgiu, fuzilando para o 1-0. Com 19 anos, marcou o segundo golo da temporada na equipa principal, ambos nesta prova.
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