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Correio da Manhã

Desporto
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Boavista vai receber 13,5 milhões de euros

Clube vendeu direitos de transmissão dos jogos.
29 de Julho de 2016 às 20:51
João Loureiro, presidente do Boavista
João Loureiro, presidente do Boavista FOTO: Manuel Azevedo
O Boavista assinou, esta sexta-feira, contrato com a operadora MEO para a transmissão dos seus jogos de futebol. O acordo é válido para as "três próximas épocas". Durante esse período os axadrezados vão receber 13,5 milhões de euros.

João Loureiro, em declarações prestadas ao emblema da cidade Invicta, disse que "já havia um acordo de princípio há algum tempo" para a venda dos seus direitos televisivos, mas foi preciso "esperar pela negociação que ocorreu entre as várias operadoras" para que este contrato ficasse fechado.

O dirigente explicou que, "em vez de centralizar tudo em bloco num único contrato, como aconteceu com a generalidade dos clubes/SAD, o Boavista autonomizou três áreas distintas neste contrato: as transmissões televisivas, e produtos associados, a área comercial e a publicidade de primeira linha no Estádio nos dias de jogos".

"Tendo em atenção aquilo que diz respeito às três próximas épocas, posso afirmar que o conjunto das três áreas originará receitas na ordem dos 4,25 a 4,5 milhões de euros por época desportiva, podendo haver, dependendo das classificações, um acréscimo significativo", especificou.

Loureiro afirmou que "os jogos do Boavista serão emitidos através da Sport TV e estarão acessíveis em todas as plataformas, o que será positivo".

O presidente 'axadrezado' salientou que o Boavista quis que o contrato fosse válido apenas por três épocas, porque o seu "mandato acaba daqui a, sensivelmente, três anos".

"Não quisemos estar a comprometer receitas que fossem de possíveis corpos sociais que não os atuais. Em seguida poderá sempre haver renovações", notou, considerando que esta foi "a estratégia mais sólida e realista possível".

O presidente 'axadrezado' considerou depois que "esta situação vai permitir" que o Boavista mantenha "uma trajetória de crescimento sustentado e dar outra estabilidade económica a partir de agosto, pois os contratos iniciam-se aí".

"Mas há que notar que estes valores serão recebidos época a época, pois destinam-se a assegurar os orçamentos anuais respetivos. Não quisemos adiantamentos substanciais, que poderiam originar dificuldades nas épocas futuras", referiu ainda.

Segundo acrescentou, "daqui para a frente haverá mais estabilidade financeira".

"Mas também ninguém pense que vamos viver desafogadamente porque ainda temos, como é sabido, uma série de acordos que temos de respeitar, e dependemos do seu cumprimento para a continuação da Boavista, SAD nas provas oficiais", ressalvou.



Com este acordo, João Loureiro insistiu que a situação ainda não será de desafogo, será de maior estabilidade, será de maior possibilidade de haver um crescimento sustentado, até porque os contractos preveem a possibilidade de algum acréscimo".

O dirigente máximo boavisteiro, por outro lado, reafirmou que "só com algum investimento exterior" é que o Boavista poderá avançar "mais rápido" no reequilíbrio da sua situação financeira

"Esse será o passo seguinte, no qual trabalharemos de imediato, mas que não depende só de nós", apontou João Loureiro.


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