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Correio da Manhã

Desporto
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'Caneco ficou cheio': FC Porto goleia Moreirense no jogo da festa

Com segunda parte de luxo, o novo campeão nacional dá enorme demonstração de força a menos de duas semanas da final da Taça de Portugal.
Mário Pereira 21 de Julho de 2020 às 18:02
FC Porto é campeão nacional
FC Porto celebra vitória contra Moreirense
FC Porto é campeão nacional
FC Porto celebra vitória contra Moreirense
FC Porto é campeão nacional
FC Porto celebra vitória contra Moreirense
Na noite em que o troféu de vencedor da Liga foi entregue aos novos campeões nacionais, no desconsolo de cimento e cadeiras vazias do Estádio do Dragão, o FC Porto venceu com goleada o Moreirense. Um jogo que, na competitiva mente de Sérgio Conceição, serviu para fazer um primeiro ensaio para a final da Taça de Portugal, a discutir com o Benfica, no dia 1 de agosto, em Coimbra.

Acabou por ser uma partida entretida, com ambas as equipas a darem-se ao jogo sem os rigores de marcação que habitualmente pautam a caça ao ponto. O FC Porto entrou bem, com Alex Telles a fazer aquilo que faz como ninguém em Portugal: um cruzamento na medida exata para o desvio fácil de cabeça de Luis Díaz. Ainda nem quatro minutos tinham passado. O Moreirense não se entregou e foi à luta. E aos 20 minutos devolveu o empate ao marcador, num lance clonado do golo portista. Abdu Conté fez de Alex Telles e Fábio Abreu de Luis Díaz.

Conceição não gostou e fez uma mexida antes do intervalo: saiu Fábio Vieira e entrou Uribe. Como resultado desta troca, o FC Porto surgiu na segunda metade mais intenso. E isso desequilibrou tudo. Os golos apareceram com naturalidade. Otávio marcou, em jogada de insistência, e logo a seguir Alex Telles elevou a conta da marca de penálti. De livre, Marega fez o 4-1. Com um bis de Soares, a marca fixou-se em 6-1. O campeão recomenda-se.

ANÁLISE
+ Segunda parte de luxo
A segunda parte do FC Porto foi demolidora. Conceição deu ordem aos seus jogadores para aumentarem a intensidade e o resultado ficou à vista. Uma goleada que deixa a equipa cheia de confiança para o que ainda há por conquistar: a Taça de Portugal.

- A culpa é do ‘bicho’
O ponto negativo deste jogo vai para... a Covid-19. Por culpa deste ‘bichinho’ que veio mexer com as nossas vidas, as bancadas do Dragão estiveram vazias num dia que deveria ter sido de festa e consagração. Sem público falta alma ao futebol.

Adeus tranquilo de Xistra
No essencial, a arbitragem esteve bem. Houve lances à queima, mas para isso serve o VAR. E quando há bom senso no VAR, tudo fica mais simples. Carlos Xistra despediu-se do futebol com lágrimas, no final do jogo, e fê-lo de consciência limpa.
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