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Correio da Manhã

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Clubes recusam agravar castigos em casos de racismo no futebol

Liga quer rever o regulamento disciplinar no que toca aos casos de racismo. Emblemas insistem na responsabilidade individual.
João Moniz 28 de Fevereiro de 2020 às 08:53
Marega foi insultado e saiu mais cedo do jogo entre V. Guimarães e FC Porto
Marega foi insultado e saiu mais cedo do jogo entre V. Guimarães e FC Porto FOTO: EPA
A Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP) quer alterar o regulamento disciplinar para agravar os castigos em casos de racismo no futebol. É a resposta do organismo à pressão exercida por vários quadrantes após os insultos racistas de que Marega foi alvo em Guimarães. Mas será muito difícil aprovar regras que facilitem a aplicação de penas como a interdição de estádios.

Nos bastidores, responsáveis da LPFP e da FPF têm sensibilizado os clubes para a necessidade de acabar com a imagem de impunidade que a opinião pública tem do futebol, até para não dar razão ao número crescente de vozes que defendem o fim da autorregulamentação. Mas a mensagem, apurou o CM, não está a ser bem recebida.

Os clubes da I Liga, sobretudo os que têm franjas de adeptos mais problemáticos, insistem que não podem ser culpabilizados por atos como a discriminação racial e que o correto é penalizar individualmente cada prevaricador. Aliás, os três grandes gostariam de aliviar a sua responsabilidade no que toca ao mau comportamento dos adeptos em geral, sobretudo em relação ao arremesso de artefactos pirotécnicos.

Benfica, FC Porto e Sporting criticam o valor elevado das multas que pagam e têm contestado na justiça todos os jogos à porta fechada com que foram sancionados. Uma vez mais, defende-se que a culpa é de quem viola a lei e que cabe à polícia evitar comportamentos ilegais.
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