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Adjunto de Jorge Jesus ponderou deixar o futebol depois do ataque à Academia

Julgamento começou em 18 de novembro de 2019. Há 41 arguidos neste processo.
Correio da Manhã 8 de Janeiro de 2020 às 09:29
Mário Monteiro e Jorge Jesus
Mário Monteiro e Jorge Jesus FOTO: João Miguel Rodrigues
Decorre esta quarta-feira a 18.ª sessão do julgamento do ataque à Academia de Alcochete, no Tribunal de Monsanto. 

Depois de, nesta terça-feira, ter sido inquirido Jorge Jesus, para hoje estão agendados os testemunhos do jogador italiano Cristiano Piccini, entretanto transferido para o Valência, e à tarde Mário Monteiro, preparador físico, que, à semelhança de Márcio Sampaio, faz parte da equipa técnica do dos brasileiros do Flamengo, liderada por Jorge Jesus.

Está ainda previsto o interrogatório ao jogador André Pinto, que já devia ter ser ouvido esta segunda-feira. Os futebolistas serão ouvidos via Skype.

Acompanhe ao minuto:

14h20 - Mário Monteiro afirma ter ponderado deixar o futebol depois do ataque. Começou por explicar as agressões que viu e destacou o caso de Bas Dost, que foi agredido com um cinto e com um pontapé ficando "quase inanimado".

"Professor não é consigo, não se mexa. Fique quieto", foram as palavras dos agressores dirigidas a Mário Monteiro. O adjunto de Jesus acabou por ser atingido com uma tocha na zona do abdómen.

10h50 - André Pinto: "Não vi nenhum que tentasse apaziguar a situação. Todos os que entraram estavam exaltados e partiram para a agressão"

10h00 - O advogado de Bruno de Carvalho diz que o antigo presidente do Sporting está tranquilo. "Chegou a estar inquieto mas está tranquilo agora", disse. 

Sobre a tensão com Jorge Jesus diz que tem a ver com "feitios" e chama "encomendador" a Jorge Jesus. 

Recorde-se que este julgamento começou em 18 de novembro de 2019.

A acusação do Ministério Público (MP), assinada pela procuradora Cândida Vilar, conta que, em 15 de maio de 2018, a equipa de futebol do Sporting foi atacada na Academia do clube, em Alcochete, distrito de Setúbal, por elementos do grupo organizado de adeptos da claque Juventude Leonina e do subgrupo Casuais (Casuals), que agrediram técnicos, jogadores e 'staff'.

O antigo presidente do Sporting Bruno de Carvalho, Nuno Mendes (Mustafá), líder da claque Juventude Leonina, e Bruno Jacinto, ex-oficial de ligação aos adeptos, estão acusados, como autores morais, de 40 crimes de ameaça agravada, de 19 crimes de ofensa à integridade física qualificada e de 38 crimes de sequestro, todos estes (97 crimes) classificados como terrorismo.

Os três arguidos respondem ainda por um crime de detenção de arma proibida agravado e Mustafá também por um crime de tráfico de estupefacientes.

A acusação considera que os 41 arguidos que se deslocaram à Academia agiram mediante um plano "previamente traçado" e cumpriram os objetivos de "criar um clima de medo e terror" junto de jogadores e equipa técnica, de agredi-los com tochas, cintos, paus e bastões e de "privar os ofendidos de liberdade" enquanto decorriam as agressões.

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