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Correio da Manhã

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Dragão sofre frente ao Gil Vicente para acabar com jejum

No jogo do galo, Sérgio manteve a linha de três defesas, só que a estratégia falhou. Golo único de Evanilson foi ouro.
Sérgio Pereira Cardoso e Filipe António Ferreira 25 de Outubro de 2020 às 01:30
Evanilson (FC Porto) tenta acelerar o jogo e fugir à marcação  de Claude Gonçalves  (Gil Vicente)
Evanilson (FC Porto) tenta acelerar o jogo e fugir à marcação de Claude Gonçalves (Gil Vicente) FOTO: MovePhoto
Um galo bem duro. O FC Porto colocou fim ao jejum de três jogos sem vencer, mas teve de sofrer e muito para derrotar o Gil Vicente. Evanilson marcou na estreia a titular, só que um penálti falhado e a expulsão de Zaidu levaram a um prender de respiração até ao suspiro final.

Elogiado pela criatividade em Manchester, Conceição voltou a alinhar três defesas num esquema com grandes novidades: Nakajima titular pela primeira vez desde março, Zaidu a central e Manafá na ala esquerda, com a frente entregue aos reforços Evanilson e Martínez.

Tanta rotação deu em tontura. Existisse um apagador de memória ao estilo da melhor ficção de Hollywood e Sérgio quereria certamente esquecer a primeira meia hora. Remates do FC Porto? Um, aos 29 minutos.

Seria o Gil Vicente a ter a primeira chance de ouro (26’), num quatro para dois que Pepe e Marchesín salvaram. Conceição mandou gente aquecer e mudou na tática. Corona passou para a esquerda e Zaidu mais encostado à ala.

Foi o mexicano a criar o tal primeiro lance a Toni Martínez. Denis sacudiu a cabeçada. Pouco depois (32’), Evanilson acertou na barra e Samuel Lino, do outro lado, atirou por cima. Já perto do intervalo, Zaidu encontrou Nakajima e o japonês puxou do abre-latas para Evanilson encostar nas redes.

A prova de que o resultado era melhor do que a exibição é que Sérgio mexeu ao intervalo. Saiu Martínez, entrou Baró. O FC Porto reequilibrou-se e teve um penálti perto dos 60’. Agora sem Telles, foi chamado Uribe. A falta de eficácia dos azuis-e-brancos nos 11 metros é assustadora. Denis defendeu. E depois segurou mais três lances de golo de Fábio Vieira e Nakajima, contando com a ajuda da barra em novo lance de Evanilson. O Gil parecia encostado às cordas, mas Zaidu, ao seu estilo apressado, quis ganhar a bola e levou segundo amarelo. Até final, foi sofrer a bom sofrer no FC Porto. Ainda teve uma visão do inferno (bola na trave), mas acabou na barca da glória.

Análise ao jogo
Positivo: Samba para acordar
Na estreia a titular, o jovem que fez 21 anos neste mês mostrou qualidade e potência. Evanilson foi essencial no golo que acordou a equipa - excelente jogada de Nakajima - e ainda enviou duas bolas à barra.

Negativo: Fantasma de 11 metros
Começa a ser inacreditável a ineficácia portista nos penáltis. Depois da saída de Alex Telles, sobrou a dúvida sobre quem ficaria com a missão: Uribe falhou. Gestão de Conceição no onze ia dando asneira.

Arbitragem: Bem nos lances capitais
Hélder Malheiro teve uma exibição muito positiva, beneficiando da ajuda do VAR no lance do penálti para o FC Porto, já que o jogador do Gil tem o braço aberto na área. Bem decidida também a expulsão a Zaidu, além do amarelo a Pepe, que puxou o nigeriano de volta para o terreno de jogo.

Análise dos jogadores
Evanilson - Belo cartão de visita do reforço, na estreia a titular e logo no Dragão. Um golo e duas bolas nos ferros. Para além disso lutou até ter forças. 
Marchesín – Uma grande defesa ao remate de Leautey.
Mbemba – Dificuldades perante a velocidade gilista.
Pepe – Cortes importantes em mais uma exibição de nível muito elevado.
Zaidu – Esteve no golo do FC Porto. Expulso com duplo amarelo. Ingénuo.
Corona – Melhorou quando foi para a esquerda. Em quase todos os lances de perigo.
Manafá – Um remate com perigo. De resto exibição pálida na ala direita e na esquerda.
Uribe – Tentou dar músculo ao meio campo. Pouco intenso, falhou um penálti.
Fábio Vieira – Conceição pediu-lhe para pegar no jogo. Só o fez após o intervalo.
Nakajima – Assistiu para 1-0 e teve dois remates perigosos. Boa exibição.
Toni Martínez – Perdeu, de cabeça, um golo feito. Fraco.
Baró – Trouxe consistência.
Taremi – Esforçado.
Sarr – Para fechar.
Sérgio Oliveira – Para guardar a bola.
Marega – Sem tempo.
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