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Correio da Manhã

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Dragões celebram 29.º título com vitória no 'clássico'

Danilo faz saltar a rolha a meio da segunda parte, Marega agita a garrafa no final. O FC Porto sela a conquista do campeonato com uma vitória tranquila num clássico morno.
Mário Pereira, Filipe António Ferreira e João Moniz 16 de Julho de 2020 às 01:30
Portistas celebram conquista do título a duas jornadas do fim da Liga e após o primeiro clássico da história sem público
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O champanhe já estava no gelo há algumas semanas e ontem foi dia de soltar as rolhas. O FC Porto venceu o Sporting no primeiro clássico da história do futebol português realizado à porta fechada e é o virtual campeão nacional. Faltam disputar duas jornadas que serão de passeio e consagração. Sérgio Conceição dá o segundo campeonato em três anos à nação azul-e-branca, desforrando-se assim da desfeita de Bruno Lage, há um ano, com o Benfica. Então o FC Porto tinha sete pontos de avanço, os mesmos que agora teve de atraso. A diferença foi que Conceição se aguentou no barco e agora Lage foi pela borda fora, antes da chegada… a bom porto. 

O jogo de ontem teve pouco aroma a clássico. O cheiro predominante foi sempre o da festa feita em controlo remoto. No relvado de um Dragão tristemente vazio, o FC Porto foi mais forte. Não esmagou, mas foi mais forte. O Sporting até entrou melhor e aos 20 segundos já tinha feito chegar a bola ao fundo da baliza de Marchesín, por Sporar. Lance devidamente invalidado por fora de jogo. A frescura, invariavelmente excessiva, do futebol dos jovens leões durou mais algum tempo, até o FC Porto encaixar nas marcações, tomando as rédeas do jogo aos 10 minutos. Altura em que também marcou, noutro lance anulado, agora por mão na bola de Luis Díaz.

Com a poeira assente, emergiram as insuficiências do futebol tenrinho do Sporting. Até ao intervalo, faltou ao FC Porto ser mais ousado para encostar o adversário às cordas. Otávio criava desequilíbrios, Luis Díaz mostrava vontade, mas não chegava. No lance de maior perigo, aos 25’, o colombiano, no aproveitamento das aberrantes fragilidades de Ristovski, atirou para o que parecia ser golo, até surgir em cima da linha fatal o pé salvador do pronto socorro Coates. O intervalo chegou sem novidades.

Na segunda parte, o jogo decorria sob o signo da monotonia até ser sacudido pelo estrondo da bola a bater na barra da baliza leonina, rematada pelo pé esquerdo de Fábio Vieira. O lance acordou a equipa do FC Porto e um minuto depois Danilo castigava a apatia da defesa zonal do Sporting num pontapé de canto. A rolha saltava. O empate bastava, mas o FC Porto quis ganhar e Marega selou o triunfo com o segundo golo, no dia em que Rúben Amorim perdeu pela primeira vez na Liga.

Jogo 100 de conceição na Liga 
Sérgio Conceição assinalou ontem o jogo 100 na Liga pelos dragões. Uma partida especial pelo número redondo, mas acima de tudo por dar o segundo título de campeão desde que chegou ao FC Porto. São 80 vitórias, 12 empates e apenas 8 derrotas.

Análise do jogo

Positivo: Fábio Vieira acorda a equipa
Há um pé esquerdo que faz salivar a nação azul e branca. Fábio Vieira teve um momento de enorme inspiração na segunda parte, com um remate espontâneo do meio da rua que fez a baliza abanar. Não foi golo, mas acordou a sua equipa.

Negativo: Sporar de passo trocado
Sporar está na pior série sem golos desde que chegou a Alvalade. O avançado do Sporting não marca há cinco jogos e ontem só esteve perto do golo quando meteu a bola na baliza aos 20 segundos. Mas como estava em fora de jogo, valeu zero.

Arbitragem: Pinheiro em bom plano
Corretas decisões no lance do golo anulado ao Sporting aos 20 segundos (fora de jogo de Sporar) e mais à frente no de Luis Díaz (controlo da bola com a mão esquerda). O pecado maior de João Pinheiro foi deixar-se enganar pela teatralidade dos artistas.

Análise aos jogadores

FC Porto: força aérea de Danilo lança assalto final
Danilo - Dono e senhor do meio-campo. Não distribui jogo como Sérgio Oliveira, mas compensa com um jogo aéreo irrepreensível. Segundo jogo seguido a marcar de cabeça após um canto.
Marchesín – Passou a noite sem fazer uma defesa difícil.
Manafá – Distração num canto podia ter custado caro.
Mbemba – Imperial nas dobras, secou Sporar.
Pepe – Sem percalços a comandar a defesa.
Alex Telles – Mais contido a subir. Nova assistência para golo num canto. Deixou o relvado com queixas físicas.
Loum – Ao 5º jogo na Liga, foi um bom auxiliar de Danilo.
Otávio – Disponível na hora de defender, foi o maestro na hora de atacar. Grande assistência para o golo de Marega.
Fábio Vieira – Dois passes açucarados para Luis Díaz. Acertou na trave aos 63’.
Luis Díaz – Na melhor oportunidade de golo na 1ª parte, foi infeliz na finalização.
Marega – Missão de sacrifício, com pouca bola. Mas não perdoou na primeira oportunidade que teve e marcou.
Vítor Ferreira Ajudou a manter o controlo do jogo.
Diogo Leite – Chamado a ajudar na defesa.
João Mário – Boa estreia na equipa principal.
Romário Baró – Sem tempo para mostrar alguma coisa.
Soares – Entrou para a festa.

Sporting: Coates tentou ser exemplo de leão
Coates - Uruguaio esteve imperial e sem falhas, até ao 2-0 final . Uma desatenção que não apaga a boa exibição durante 90 minutos, Ainda assim, um exemplo para os mais jovens.
Maximiano – Não teve muito trabalho. Nada podia fazer nos golos portistas.
Ristovski – Desatento a defender e inexistente no apoio ao ataque. Um ala tem de ser muito mais do que isto.
Quaresma – Alternou o bom com o péssimo. Divide com Sporar a responsabilidade de deixar fugir Danilo no 1-0.
Borja – Viu-se pouco. Aqui ou ali complicou o que parecia fácil, mas cumpriu.
Nuno Mendes – Mais uma exibição positiva. Entrou a todo o gás e esteve perto de marcar.
Matheus Nunes – Bem nos duelos musculados a meio-campo. Não se intimidou com Danilo e Loum.
Wendel – Tentou dar magia na transição para o ataque. Raramente o conseguiu.
Plata – Algumas (poucas) arrancadas pelo flanco.
Jovane – Esteve perto de fazer golo aos 34’ e aos 44’.
Sporar – Marcou em fora de jogo e esteve sempre fora do jogo. Defendeu Danilo com os olhos.
Geraldes – Mostrou alguma (pouca) qualidade.
Camacho – Pouco em jogo.
Tiago Tomás – Não se viu.
Joelson – Bom cruzamento.
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